ID CTVM explica por que a emissão digital de ordens pela gestora, conectada à liquidação e à controladoria, reduz erros e amplia a rastreabilidade das operações
Durante muitos anos, boa parte das instruções que uma gestora enviava à administradora de seus fundos chegava por e-mail, em planilhas ou documentos anexados, e a ID CTVM incorporou ao seu ecossistema tecnológico um caminho diferente para essa comunicação. Na ID CTVM, o Portal do Gestor reúne, em um mesmo ambiente, o acompanhamento de carteiras, a emissão de ordens e a visibilidade de liquidação em tempo real, integrado por APIs abertas aos demais portais da instituição. Para Rodrigo Balassiano, diretor da instituição, a mudança parece apenas de canal, mas altera a forma como cada operação é registrada, verificada e executada.
O problema da instrução informal
Uma ordem de compra de ativo, um pedido de transferência de recursos ou uma instrução de pagamento a um cedente precisam conter dados precisos: valores, datas, contas, identificação do ativo e do fundo. Quando essas informações chegam em texto livre ou em planilhas com formatos variados, alguém do lado da administradora precisa interpretá-las e redigitá-las em outro sistema.
Cada redigitação é uma oportunidade de erro. Um número de conta trocado, um valor com casas decimais deslocadas ou uma ordem enviada para o fundo errado podem passar despercebidos até a liquidação. Além disso, a cadeia de aprovações fica dispersa em trocas de mensagens, o que dificulta reconstituir, meses depois, quem autorizou o quê e em que momento. Em fundos com classes e subclasses de cotas, a indicação imprecisa de qual classe deve receber uma operação é outro ponto sensível.
Ordem estruturada desde a origem
Com a emissão de ordens dentro de um portal, a instrução nasce em formato estruturado. Os campos obrigatórios são definidos de antemão, o fundo e a classe de cotas são identificados sem ambiguidade, e o registro da ordem pode ficar associado a quem a emitiu e ao momento em que foi enviada.
Rodrigo Balassiano observa que esse formato elimina uma etapa inteira de interpretação. A ordem que chega à retaguarda é a mesma que a gestora preencheu, sem tradução intermediária, e pode seguir para as etapas seguintes sem que ninguém precise copiá-la de um lugar para outro.
Conexão com a liquidação e a controladoria
O ganho maior aparece quando a ordem se conecta ao restante da infraestrutura. Na ID CTVM, as contas de pagamento que processam liquidações via Pix e TED são integradas nativamente à controladoria dos fundos, e a custódia concilia diariamente as posições com câmaras de registro e liquidação como a B3 e a Cerc. Uma ordem emitida no portal pode seguir por esse mesmo circuito, em vez de depender de um repasse manual entre áreas.
A visibilidade de liquidação em tempo real fecha o ciclo do ponto de vista da gestora. Depois de emitir a ordem, ela acompanha no mesmo ambiente se a operação foi liquidada, sem precisar solicitar confirmação por outro canal.
Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, explica por que a integração faz diferença:
“Uma ordem que chega por e-mail precisa ser lida, entendida, digitada e conferida antes de virar uma operação. Uma ordem estruturada já chega pronta para seguir adiante, com o registro de quem a enviou e quando. Para a gestora, o efeito é saber em tempo real o que aconteceu com cada instrução. Para o cotista, é ter a segurança de que cada movimentação do fundo deixou um rastro completo, da decisão até o pagamento”, afirma o executivo.
Rastreabilidade para a governança
A trilha deixada pela ordem estruturada tem valor que vai além da operação do dia. Em auditorias, em verificações do controle de enquadramento ou em eventuais questionamentos de cotistas, é possível identificar a origem de cada movimentação, a pessoa responsável pela instrução, o horário de envio e o momento da liquidação.
Essa rastreabilidade também reforça a separação de papéis entre gestora e administradora. A decisão de investimento continua sendo da gestora, que emite a ordem, enquanto a administradora executa e registra. Rodrigo Balassiano pondera que, quando cada lado da operação deixa sua marca no mesmo sistema, fica mais simples demonstrar que essa divisão foi respeitada.
Escala sem multiplicar o trabalho manual
O efeito sobre a escala é direto. A instituição administra hoje mais de 550 fundos, e cada um gera ordens, transferências e pagamentos ao longo do mês. Em um modelo baseado em mensagens e planilhas, o volume de trabalho manual cresce na mesma proporção que a carteira. Com ordens estruturadas, o crescimento passa a depender mais da capacidade da infraestrutura do que do tamanho das equipes de digitação e conferência.
O portal também se integra ao Portal do Desenvolvedor, que oferece uma biblioteca de APIs abertas. Gestoras que preferem operar a partir de seus próprios sistemas podem se conectar diretamente à infraestrutura da instituição, sem depender da interface visual para cada operação.
Uma mudança que tende a se generalizar
Rodrigo Balassiano avalia que a substituição de instruções informais por ordens estruturadas tende a se tornar padrão na relação entre gestoras e administradoras, à medida que o volume de operações cresce e a exigência de rastreabilidade aumenta. Para o executivo, a pergunta que gestoras passam a fazer ao escolher uma fiduciária não é apenas se ela executa bem, mas se consegue mostrar, a qualquer momento, como cada operação foi instruída e liquidada.
Sobre a ID CTVM
A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.



