O programa “Mulheres Positivas“, da Jovem Pan, traz como entrevistadas nesta segunda-feira, 13, as duas maiores personagens por trás da marca Corello: Carla e Gabriela Silvarolli. As convidadas da apresentadora Fabi Saad coordenam a marca de mais de 50 anos que surgiu com o bisavô de Gabi e avô de Carla, imigrante italiano que iniciou a carreira com o comércio e com ajuda do filho diferenciou a produção das bolsas que lançaram a marca para o mundo. “No mercado a gente via mais couro preto e marrom, eram super básicos, então o grande diferencial deles foi desenvolver um couro que era um tom diferente de tudo que tinha no mercado, que era pintado à mão, importado, um tom meio mescla, e foi isso que gerou tanto sucesso, porque realmente era muito diferente de tudo o que era ofertado e posteriormente os sapatos vieram pela necessidade dos clientes de ter um sapato para combinar com a bolsa na mesma tonalidade”, lembrou Gabi.

Para Carla, a vontade de trabalhar na loja do avô e do pai sempre existiu. Ela começou a participar dos negócios da família quando ainda era adolescente, ajudando no comércio em datas de maior movimentação e na vida adulta. “É muito importante que a gente continue olhando para a frente sem esquecer o que nos trouxe até aqui”, recordou Carla. O mesmo trabalho duro registrado pelas gerações anteriores da Corello continua presente na vida das Silvarolli, e desafios sempre foram enfrentados em nome da marca, entre eles, a pandemia da Covid-19. “Acho que a pandemia foi um desafio para todo mundo, na verdade. Em termos empresariais e em termos pessoais. Acho que ninguém passou por isso sem ser afetado de alguma maneira. Do ponto de vista da empresa foi bastante difícil”, lembrou Carla. Ela contou que o fechamento das lojas por causa da crise sanitária ocorreu pouco antes do Dia das Mães, um dos momentos de maior venda da marca, quando vários compromissos com diversos fornecedores já estavam firmados.

Gabi, que fazia uma campanha para a Corello na Itália no começo da pandemia, voltou ao Brasil com a noção de que a situação seria mais séria do que o previsto, o que a influenciou a dar ainda mais atenção ao e-commerce. Apesar do fornecimento tecnológico ajudar a marca no momento de crise, para Carla e Gabi a pandemia foi o pior momento para a história da Corello. “Acho que na pandemia a insegurança do que iria acontecer foi o pior. Você não sabia nem se você ia ter saúde, na verdade. Então você teme pelos seus, pela sua família, pela sua empresa, pelos seus funcionários. Ao mesmo tempo você quer cuidar de todo mundo, mas você não sabe nem de onde vem o perigo”, lembrou Carla.

Uma observação de Gabi sobre os aprendizados na carreira dela foi que pessoas jovens que entram em empresas costumam achar que têm as ideias mais inovadoras para mudar uma marca, mas é necessário observar a tradição de respeitar o ambiente ao qual você está somando antes de qualquer coisa. “Essa energia de mudança é maravilhosa, mas o importante para você conseguir executar aquilo que tem na sua mente é ter muito respeito, cautela, cuidado e tato para você conseguir se colocar em um ambiente onde todos os processos e todas as ideias já são super consolidadas há tantos anos”, afirmou. Para Carla, uma das principais lições é saber com quem contar. “A gente não consegue nada sozinho, então é muito importante que a gente consiga ter um time bacana como o que a gente tem, que se dê bem, que tenha uma empatia, que consiga colocar todas as suas diferenças com muito respeito, acho que isso é fundamental”, afirmou. Hoje, 98% dos cargos de liderança da marca são ocupados por mulheres e 96% de todos os colaboradores são do sexo feminino.

Confira o programa “Mulheres Positivas” desta segunda-feira, 13, na íntegra: