O governo de São Paulo afirmou nesta quarta-feira, 8, que não foi registrada nenhuma intercorrência com vacinas contra a Covid-19 da CoronaVac provenientes de lotes que foram interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência interditou 25 lotes, o correspondente à 12 milhões de doses, que foram envasados em uma fabrica chinesa não inspecionada no âmbito da autorização de uso emergencial. Antes da interdição, porém, algumas doses dos lotes foram aplicadas no Estado de São Paulo, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco.

O governador João Doria (PSDB) afirmou que todas as unidades passaram por um rigoroso controle com certificação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade (INCQ), órgão vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Secretaria de Estado da Saúde, que monitora a situação dos imunizantes, não registrou, desde o último sábado, 4, nenhuma notificação de evento adverso com os lotes que haviam sido distribuídos e aplicados. O governo ainda acrescenta que os cidadãos que receberam as doses devem ser observados por 30 dias pelas Secretarias Municipais. O Instituto Butantan entregou na manhã desta quarta-feira os documentos que faltavam para a análise da Anvisa.

Indicadores da pandemia mantém queda em Estado de São Paulo

O Estado de São Paulo está quase chegando a marca de 55 milhões de doses aplicadas, sendo 34,8 milhões de primeiras doses e 18 milhões de segundas. Assim, 96,77 % dos paulistanos com mais de 18 anos receberam pelo menos uma dose e 54,08% dessa população completou o esquema vacinal. Receberam a terceira dose 17.476 idosos e imunossuprimidos. Nesta quarta, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva no Estado está em 33% e de 35% na Grande São Paulo. São 2.785 pessoas internadas em leitos de UTI e 2.789 em leitos de enfermaria. “Isso representa menos de 10,4 mil pacientes internados em relação ao que tivemos em 1º de abril, o pico da segunda onda”, comemorou o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn.

Em comparação com a semana epidemiológica anterior, a quantidade de casos caiu 7,5%, o número de internações registrou baixa de 13,7% e o número de óbitos, 21,8%. Gorinchteyn atribuiu a queda contínua dos números ao avanço da vacinação e aproveitou para cobrar uma programação da entrega de doses por parte do Ministério da Saúde para que o Estado de São Paulo possa adiantar a aplicação da segunda dose da Pfizer e da AstraZeneca. Medida visa ampliar a quantidade de pessoas com o esquema vacinal completo e manter a queda dos indicadores.