Em dia de leitura frustrante sobre a economia chinesa – a que setores relevantes da B3, como mineração e siderurgia, têm exposição -, o Ibovespa aprofundou correção que havia prevalecido na semana anterior, quando acumulou perda de 1,32% apesar do exterior, na ocasião, positivo. Nesta segunda-feira, 16, com aversão a risco também lá fora, o índice de referência da bolsa brasileira fechou em baixa de 1,66%, a 119.180,03 pontos, atingindo na mínima 118.683,65 pontos, menor nível intradia desde 5 de maio (117.724,64), saindo de máxima, na abertura, aos 121.191,45 pontos. O giro financeiro foi de R$ 38,6 bilhões e, no mês, o Ibovespa cede 2,15%, limitando os ganhos do ano a apenas 0,14%. Este foi o primeiro fechamento abaixo dos 120 mil pontos para o Ibovespa desde 12 de maio, então aos 119.710,03 pontos, e o pior nível de encerramento desde 4 de maio (117.712,00 pontos), com o mercado se preparando para o vencimento, nesta quarta-feira, de contratos futuros sobre o índice.

Pela manhã, a volatilidade tomou conta da taxa de câmbio, com o dólar alternando sinais. Logo após a abertura, a moeda americana aproximou-se do teto psicológico de R$ 5,30, ao registrar máxima a R$ 5,2962. Mas o dólar arrefeceu rapidamente e passou a trabalhar em terreno negativo, descendo até a casa de R$ 5,22 na mínima (R$ 5,2262). Segundo operadores, fluxos pontuais de recursos para aproveitar a arbitragem de taxa de juros local e externo e movimentos esporádicos de realização de lucros teriam dado fôlego momentâneo ao real. Ao fim do dia, os investidores preferiram se resguardar e ampliaram as posições defensivas na reta final dos negócios, o que fez o dólar à vista fechar em alta de 0,68%, a R$ 5,2807.

*Com informações do Estadão Conteúdo