Dia do Baterista: menina de 8 anos se dedica ao instrumento e quer levar o Brasil para o mundo: 'Meu sonho é ser a melhor'

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Beatriz da Silva Ferreira, conhecida como ‘Bibi na batera’, tem oito anos, mora em Sorocaba (SP) e está conquistando seguidores pelo mundo da música. Fã de rock, garota já tocou com bateristas consagrados e participou de show dos Raimundos. Dia do Baterista: ‘Bibi na batera’ sonha em levar o Brasil para o mundo
Bibi na batera/Arquivo pessoal
Em comemoração ao Dia do Baterista, comemorado nesta segunda-feira (20), o G1 conversou com a ‘Bibi na batera’, apaixonada por música que toca o instrumento desde os quatro anos. Hoje, Beatriz da Silva Ferreira, moradora de Sorocaba (SP), tem oito anos e está conquistando fãs pelo mundo.
A pequena teve o primeiro contato com a bateria em um evento que aconteceu em Votorantim (SP), quando a baterista de uma banda feminina deixou Bibi tocar o instrumento. Desde então, a paixão só aumentou.
O pai da Bibi, Ailson Ferreira, conta que ninguém da família é músico. No entanto, ao demonstrar interesse pelo instrumento, Beatriz sempre foi incentivada pelos pais a tocar bateria.
A baterista mirim gravou um vídeo exclusivo para este dia, em que está tocando a música ‘Duality’ do Slipknot, uma de suas bandas preferidas (confira abaixo).
Dia do Baterista: ‘Bibi na batera’ sonha em levar o Brasil para o mundo
Assim, a primeira bateria da menina foi construída pelo pai, que é metalúrgico. Ele usou baldes e panelas para que Bibi pudesse batucar. Em seguida, os utensílios deram lugar a um instrumento de verdade.
“É uma emoção difícil de explicar, você vê uma criança de quatro anos pedir um instrumento e você acha estranho, porque eu não sou músico. Você vê o amor dela, o quanto ela se dedica e tem um talento fora do comum”, comenta Ailson.
Em 2018, o G1 mostrou a baterista mirim, aos 5 anos, quando já começava a fazer suas apresentações em seu quarto, para os bichos de pelúcia, e também para os amigos em praças.
A pequena conta que toca uma hora por dia, porque o resto do tempo é dividido entre as tarefas da escola, desenhos animados e brincadeiras. Bibi fala que sonha em trabalhar como baterista quando crescer, mas também quer ser veterinária, pianista e nadadora.
“Meu sonho é ser a melhor baterista do mundo, porque eu quero muito isso desde a primeira vez que eu toquei o instrumento. Eu acho muito bonito, sinto muita emoção quando estou tocando”, revela Bibi.
Atualmente, Beatriz toca 75 músicas na bateria e o estilo preferido dela é o rock n’ roll, mas a pequena diz que também outros estilos, incluindo reggae, samba, pop, k-pop, funky americano e heavy metal.
Com toda sua dedicação e talento, Bibi chegou a conhecer grandes bateristas nacionais, como Caio Cunha, Bacalhau e Aquiles Priester. Em 2019, a menina foi ovacionada ao tocar a música ‘Mulher de Fases’ junto da banda Raimundos, após ser convidada por Cunha.
“Foi um dia muito especial, é muito importante um baterista como o Caio Cunha estar apoiando esta nova geração. Foi algo incrível da parte dele como profissional, como ser humano e como músico”, diz Ailson.
Dia do Baterista: ‘Bibi na batera’ sonha em levar o Brasil para o mundo
Bibi na batera/Arquivo pessoal
Além dos Raimundos, Beatriz também tocou com Bacalhau durante um programa de televisão. A menina ainda participou do concurso internacional Hit Like a Girl. Na competição, Bibi ficou em terceiro lugar na categoria até 17 anos da América Latina, além de conquistar o quarto lugar na categoria mundial até 13 anos.
“Eu quero mostrar o Brasil para o mundo e viajar pelo mundo inteiro”, relata Bibi.
Em suas redes sociais, Beatriz também faz lives com músicos de todo o mundo. Na internet, a menina ainda ensina suas técnicas para os fãs.
Segundo o pai, um fã americano a presenteou com diversos equipamentos para montar o estúdio de gravações, incluindo câmeras, microfone profissional e mesa de edição.
O pai de Bibi também revela que a menina tem inspirado muitas pessoas, incluindo adultos e crianças. Assim, Beatriz ensina suas técnicas musicais em lives na internet. “Ela dá as aulas dela e as pessoas ficam de cara”, revela Ailson.
Orgulho da família
Dia do Baterista: ‘Bibi na batera’ sonha em levar o Brasil para o mundo
Mj Neto Fotgrafia/Divulgação
Ao falar emocionado sobre o talento da filha, Ailson conta que o sonho dele é que a menina ganhe reconhecimento de todo o público. O pai de Bibi ainda dedica todo o tempo para cuidar das redes sociais da pequena, que tem mais de 40 mil seguidores.
Além da bateria, Beatriz também começou a fazer aulas de piano há três meses. Segundo o pai, o novo instrumento também está ajudando a menina a se desenvolver ainda mais como baterista.
“É uma alegria tão grande ver um talento nato deste, a única coisa que resume é a mão de Deus, eu não posso fingir que não enxergo. A Bibi é nossa, representa o Brasil no mundo, o que ela mais precisa é do carinho do povo neste momento”, afirma Ailson.
Rosângela, a mãe de Bibi, também sente muito orgulho da filha e sempre está incentivando a menina a tocar. Junto do pai, ela ainda ajuda a carregar a bateria para os eventos e desmonta todos os equipamentos da pequena após as apresentações.
Inspirações
Dia do Baterista: ‘Bibi na batera’ sonha em levar o Brasil para o mundo
Bibi na batera/Arquivo pessoal
A pequena baterista conta que tem muitas inspirações no mundo da música, além de Caio Cunha, Bacalhau e Aquiles Priester, o professor de bateria da Bibi, Fábio Amaro, também faz parte desta lista.
“Ele [Fábio] se dedica muito, ele faz de tudo para ela ter esta interação com o público, para ela ter intimidade em tocar ao vivo. Isso fortalece muito as apresentações dela na televisão. Ele ama a Bibi de paixão e faz de tudo por ela, ele também é um excelente baterista”, conta Ailson.
De acordo com Bibi, o professor de bateria a acompanha em programas de auditório. Em uma das vezes, Fábio desmontou o instrumento para levar em uma apresentação enquanto o pai dela estava trabalhando.
“Eu agradeço o Caio Cunha pelo carinho, pelo apoio, por ter me incentivado a ser um monte de coisa. Eu agradeço o Aquiles Priest por ter corrigido a minha técnica de mão e por me ensinar, ele até me deu um disco. Eu também agradeço o Bacalhau por tudo o que ele fez, eu sou muito agradecida por ter esse tiozão baterista”, diz Bibi.
“Se dediquem, treinem bastante. Não é fácil, mas também não é difícil, só tem que se dedicar e querer tocar. Eu quero que todos os bateristas tenham muita saúde, paz e alegria. Que eles sejam felizes e acreditem em seus sonhos”, finaliza.
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