Após trazer os principais rappers internacionais ao Brasil, de Akon a Snoop Dogg, o produtor Jean Fabricio Ramos, 46, passou a investir nos novos talentos da periferia. Em sua agência aberta este ano na Zona Norte, o empresário, mais conhecido como Fabulouz Fabz, aposta em promessas da black music trabalhando todos os ângulos dos artistas — assessoria, distribuição e gravação de músicas e videoclipes. O empreendimento, segundo ele, é uma alternativa ao período sem shows, cuja agenda deve ser retomada em 2022.

Com a rotina normal, retornam também os perrengues com cantores estrangeiros. “Esses caras às vezes dão trabalho demais, o bom é que pagam bem”, diverte-se. Entre os nomes mais caros hoje estão Akon, Tyga e DaBaby (que cobra mais de 1 milhão de reais, apesar do “cancelamento” recente por comentários homofóbicos). Os três nomes estão sendo negociados para apresentações no Brasil em 2022. “Snoop Dogg está mais difícil porque ele já é velhinho, mas na última turnê nos divertimos muito e fumamos muita maconha, não vou mentir. Eles fumam 24 horas por dia, não dá pra acompanhar.”

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Publicado em VEJA São Paulo de 18 de agosto de 2021, edição nº 2751