Free Guy: Assumindo o Controle estreia em 19 de agosto nos cinemas e traz Ryan Reynolds (Deadpool) como protagonista. Na história, o ator interpreta Guy, um caixa de banco solitário que vê sua vida mudar ao descobrir que é, na verdade, um personagem secundário em um game chamado Free City. Dentro dele, Guy procura uma forma de ser mais importante nessa realidade e conquistar espaço para fazer suas próprias escolhas. À Vejinha, o diretor Shawn Levy fala sobre a comédia cheia de ação.

Por que o ator Ryan Reynolds foi o escolhido para ser Guy?

Guy é um herói com quem podemos nos relacionar. No filme, vemos Ryan Reynolds de uma forma mais inocente por ser um personagem “não jogável”, criado apenas como pano de fundo para que o jogo seja mais agradável. Mas aí ele pensa: “Talvez a minha vida seja mais importante que isso”. É a singularidade de Ryan que traz o diferencial. Ele consegue se ver com tanto humor quanto olha para o mundo ao redor.

Como esse filme chegou até você?

Quando terminei de dirigir a franquia Uma Noite no Museu, decidi dar um passo atrás para mudar meu foco e construir minha produtora. Tivemos muita sorte com A Chegada e Stranger Things, então não era difícil recusar os filmes errados. Mas, no verão de 2018, Ryan Reynolds me procurou e era literalmente um texto que dizia: “Ei, o que você vai fazer na próxima primavera? Acho que tenho algo para nós”.

Ainda tenho a mensagem no meu telefone. Li o roteiro de Matt Lieberman para Free Guy e me encontrei com Ryan no dia seguinte. Eu sabia que era a combinação perfeita de uma grande ideia com um ator que admirava e com quem queria trabalhar e uma oportunidade de singularidade, originalidade e diversão.

Por que você acha que o público vai gostar de Free Guy?

O tema do filme não é apenas aceitar o mundo como você o encontra, mas perceber que você tem o poder de afetar sua própria realidade. É sobre o empoderamento do indivíduo em meio a um mundo com o qual ele está insatisfeito. Essa é uma história sobre pessoas se unindo em universos reais e digitais e a alegria em uma comunidade compartilhada. Precisamos ver mais histórias assim.

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Publicado em VEJA São Paulo de 18 de agosto de 2021, edição nº 2751