✪✪✪ Em mais uma empreitada da Marvel Studios no Disney+, a série Loki, com seis episódios, prometeu semana após semana expandir ainda mais seu universo repleto de heróis e vilões. Agora, esse universo cresceu a ponto de se tornar um multiverso.

São inúmeras as realidades, possibilidades e riscos, e o personagem ideal para comandar uma aventura que não mede tempo ou espaço, de fato, é Loki. Conhecido como o “Deus da Trapaça”, ele é interpretado por Tom Hiddleston desde 2011, quando estreou como o irmão malvado de Thor no filme homônimo do “Deus do Trovão”. Dez anos depois, Loki não só se garante em uma série para chamar de sua como também está na linha de frente de uma complexa temática inserida pela Marvel.

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O livre-arbítrio e a confiança são assuntos de destaque na série dirigida por Kate Herron, e talvez seja esse o motivo pelo qual a produção tenha uma identidade própria. O ritmo de cada episódio tem diferenças visíveis — uns são mais densos e outros são repletos de ação —, mas em todos há um cuidado em humanizar a figura do personagem sem pesar muito a mão em seu lado bom.

Loki não é tão grandiosa como WandaVision, mas certamente está um nível acima de Falcão e o Soldado Invernal, pois a intenção de ampliar o terreno do futuro da Marvel na TV e no cinema é maior do que o medo de arriscar. Além de Hiddleston, que mais uma vez encontra-se confortável na pele de Loki, o destaque vai para a atriz Sophia Di Martino, a versão feminina do protagonista, e suas outras variantes — o que inclui até mesmo um crocodilo.

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Publicado em VEJA São Paulo de 21 de julho de 2021, edição nº 2747