Marco Antonio Carbonari é dono da vinícola Villa Santa Maria e possui quase vinte anos no mercado de produção de vinho. Por isso tem autoridade para nos explicar, neste artigo, qual a diferença dos vinhos de novo e velho mundo. Mas antes é importante esclarecer o significado dessa nomenclatura muito comum no universo da vitivinicultura. 

Esse tipo de representação na nomenclatura é devido a denominação histórica de novo e velho mundo, como se separasse o planeta em dois grandes blocos, assim como dividir o mapa em continentes, biomas ou religião. Entende-se, em resumo, por Velho Mundo, os países produtores da Europa que ao longo da história se especializaram na vitivinicultura, como França, Portugal e Itália. Em contrapartida, os de Novo Mundo são os países mais jovens, antigas colônias, que se especializaram em vinho recentemente. 

  • Velho Mundo

A Europa é certamente conhecida dessa forma, não só quando falamos de vinho. São, então, os países mais antigos, que tomaram outros países como colônias, e formaram sociedades e estruturas políticas. Os vinhos de Velho Mundo são, portanto, produções dessas regiões. Marco Antonio Carbonari conta que a tradição e a produção de vinhos do velho mundo passaram por gerações e ainda hoje são fortíssimas, não são só bebidas, mas filosofias de vida.

  • Novo Mundo

A maior parte da produção compreende as Américas, África e Oceania. São locais que, em algum momento, sofreram algum tipo de intervenção por nações do velho mundo. Portanto, como forma de passar a cultura para o colonizado, a produção de vinho não é diferente. Por isso,  a elaboração dos vinhos do Novo Mundo une algumas porções da tradição clássica, mas graças a tecnologia, a produção conseguiu ser um pouco mais diferenciada.

Para diferenciar vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo, Marco Antonio Carbonari recomenda ler os rótulos, já que os vinhos do Velho Mundo, por exemplo, têm foco no terroir e usam pouca tecnologia, prevalecendo sempre o tradicional. Então no rótulo aparecerá o nome da vinícola e não da uva, porque para os produtores o local da vinha é mais importante do que a uva em si. Já os de Novo Mundo usam mais tecnologia e são mais modernos, então passaram a estampar nos rótulos a uva utilizada para tornar mais fácil de saber qual tipo de vinho seria degustado.

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