Sônia Vieira da Silva Machado mora com 13 pessoas e precisou deixar o emprego para cuidar da filha com paralisia cerebral. Após receber ajuda de um voluntário, ela se sensibilizou e resolveu também ajudar moradores em situação de rua. Moradora de comunidade passa a fazer marmitas para moradores de rua em Sorocaba
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Uma mulher que mora em uma comunidade na Zona Norte de Sorocaba (SP) resolveu ampliar o sentido de ajudar o próximo e promover doações. Sônia Vieira da Silva Machado, que mora com 13 pessoas, entre elas uma filha com paralisia cerebral, passou a doar marmitas para os moradores de rua semanalmente durante a pandemia de Covid-19.
Sônia mora na comunidade Fazendinha. O local existe há cerca de seis anos na cidade e conta com aproximadamente 420 famílias, que eram visitadas em datas comemorativas e sempre recebiam doações. Com a pandemia, as ajudas diminuíram.
Mas Sônia recebeu a ajuda do voluntário Ediberto Antunes. Ele passou a arrecadar alimentos e produtos de higiene para levar na casa dela. E foi com essa ajuda que a moradora se espelhou para ajudar outros em situação difícil.
Assim, uma vez por semana ela e a família passaram a preparar 30 marmitas. Nos dias mais frios, a iniciativa busca ajudar a aquecer pessoas em situação de rua.
“O que nós temos procuramos dividir. A gente consegue uma doação para nós, mas eu vou querer tudo para mim sabendo que tal pessoa também precisa?”, questiona o motoboy e marido de Sônia, Cléber Loureiro.
Moradores de rua recebem marmitas em Sorocaba
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Ajuda ‘espelho’
Dona de casa que cuida de 13 pessoas enfrenta dificuldades na pandemia
Sônia conta que deixou o trabalho de lado para cuidar da filha Tamires, que adotou há nove anos. A jovem tem paralisia cerebral e as despesas só com os medicamentos passam de R$ 1.500 por mês. O auxílio recebido pelo governo é de R$ 1.100, valor que não é suficiente para pagar as despesas.
“Os hidratantes que ela usa custam R$ 75, R$ 90, um é R$ 208. Aí eu vou lá para conseguir desconto. Então, para a gente superar esses desafios tem que ter fé. Se não tiver fé, não vai caminhar”, comenta a dona de casa.
A missão, que já era difícil, ficou ainda mais complicada com a pandemia. Os recursos precários ficaram mais distantes, segundo Sônia.
“Terminou que, por falta de atendimento, piorou a saúde da Tamires porque se você está na fila, demora um ano. No caso dela, foi praticamente para quatro [anos]. Eu fiz uma perícia no dia 5 de novembro de 2019 no fórum e o processo vai sair agora”, revela.
Um braço estendido ajudou a moradora de Sorocaba na caminhada para enfrentar os desafios: o voluntário Ediberto Antunes.
“Eu tive sempre como amor, o amor ao próximo de ajudar quem realmente precisa”, comenta o voluntário Ediberto Antunes.
Idosa de Sorocaba (SP) que cuida de 13 pessoas, incluindo uma filha com paralisia cerebral, dribla as dificuldades e prepara marmitas para moradores em situação de rua na cidade.
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