A Prefeitura de São Paulo informou que, desde janeiro, já foi notificada de 13 pacientes com Covid-19 infectados com novas variantes do coronavírus — nove da mutação de Manaus e quatro da do Reino Unido. O primeiro grupo tem oito moradores da capital paulista e um residente da cidade amazonense que se deslocou para ser internado no Hospital Municipal Dr. José Soares Hungria, em Pirituba (zona norte de São Paulo). Uma das pessoas que vivem em São Paulo não foi para a região Norte nem teve contato com alguém de lá, o que leva a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) a acreditar que a variante já circula na cidade.

Outras seis pessoas foram internadas no hospital Dr. José Soares Hungria com a suspeita da nova variante de Manaus. Três morreram e três receberam alta. Ainda não saíram os resultados dos testes realizados no Instituto Adolf Lutz. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que dez leitos haviam sido separados e isolados para o atendimento a pacientes infectados pela cepa oriunda da região Norte. O estado de São Paulo soma 25 casos da variante brasileira do coronavírus. Araraquara, por exemplo, já registrou 12. “A pesquisadora Ester Sabino nos comunicou que três cepas que haviam sido colocadas como britânicas foram resequenciadas, e afastou-se a possibilidade. Porém, aumentou-se as estatísticas. Nós tínhamos oito casos em Araraquara para a cepa P1, a do Amazonas. Elas passaram a consagrar como 12 cepas”, Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde do governo paulista.

Entre os pacientes com a variante do Reino Unido, dois já haviam sido detectados no início do ano. Os outros dois casos foram comunicados ao município na tarde da última segunda-feira, 15. Eles afirmam que não viajaram nem tiveram contato com alguém que esteve fora do país recentemente. A SMS promete rastrear as pessoas com quem esses dois infectados se encontraram nas últimas semanas.