Não há cálculo oficial, que depende de um novo Censo. Porém, levantamentos do poder público já mostravam tendência de aumento. Alternativa para essa população, 30 unidades do Bom Prato não serão mais abertos aos finais de semana. Número de moradores de rua em SP cresceu na pandemia, dizem movimentos de acolhimento
O número de pessoas que dormem nas ruas na capital paulista cresceu na pandemia, segundo pessoas que trabalham diretamente no acolhimento dessas pessoas.
Não há dados oficiais porque ainda não foi feito um novo Censo. Apesar disso, levantamentos passados do poder público já vinham mostrando uma tendência de aumento.
Há 20 anos, cerca de 9 mil pessoas viviam na rua na cidade de São Paulo. Dez anos depois, esse número subiu para 14 mil. Em 2015, eram quase 16 mil. No último Censo, feito em 2019, eram 24.344 moradores de rua na capital.
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A pandemia teve um papel para um novo aumento – o desemprego e a crise econômica levou muitas pessoas para essa situação. Chama a atenção de especialistas a quantidade de famílias inteiras que passaram a viver na rua nos últimos meses.
Uma das alternativas para os moradores de rua é a rede de restaurantes Bom Prato, que serve refeições por até R$ 1.
No entanto, a partir deste sábado (7), 30 unidades não vão mais abrir nos finais de semana. O governo do Estado alega que o movimento era pequeno e sobrava comida.
A maioria dos restaurantes que ficarão fechados aos sábados e domingos são da região metropolitana:
Cidade Ademar;
Grajaú;
Guarulhos;
Heliópolis;
Itaim Paulista;
Itapevi;
Itaquaquecetuba;
Jandira;
Limão;
Mogi das Cruzes;
Osasco;
Paraisópolis;
Perus;
Santo André;
São Miguel Paulista;
Taboão da Serra;
Tucuruvi.
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