Quatro pessoas foram presas, entre elas dois empresários, por suspeita de integrar quadrilha que atua ainda na lavagem de dinheiro. Suspeitos utilizavam codinomes para dificultar identificação. Delegacia Seccional de Ribeirão Preto (SP)
Reprodução/EPTV
Quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro foram presas na Operação Codinome, deflagrada pela Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) nesta quarta-feira (11).
Ao todo, seis mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Boituva e Caraguatatuba. Duas pessoas são consideradas foragidas.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha chegava a movimentar R$ 200 mil por semana em pontos de venda de drogas em bairros da zona Norte de Ribeirão Preto, em São Paulo, Mairiporã, Cananéia, Praia Grande, Laranjal Paulista e Itapetininga.
O Centro de Inteligência da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto apurou que a organização se dividia em três grupos. O lucro obtido com o crime era distribuído conforme a função na quadrilha.
O primeiro grupo, composto por três pessoas, controlava o tráfico e a arrecadação de dinheiro. Já o segundo tinha uma pessoa responsável pelo transporte das drogas e de valores. Por fim, três faziam a lavagem de dinheiro, com contas bancárias cedidas para recebimento das quantias provenientes da venda de entorpecentes.
A investigação apontou a participação de empresários. Segundo o delegado Gustavo André Alves, coordenador da operação, eles usavam codinomes para dificultar o trabalho da polícia. Dois deles, apontados como chefes da quadrilha, foram presos em condomínios de luxo no Parque São Lucas, em São Paulo, e no Centro de São Bernardo do Campo.
“Essas pessoas têm patamar muito alto, demonstravam que eram intocáveis por terem uma sistemática muito difícil empregada por eles para que a investigação chegasse à identificação dos mesmos.”
Alves afirmou que as empresas utilizadas no esquema estão ativas, e que os empresários gastavam o dinheiro obtido ilicitamente de madeira desordenada.
“Eles já estavam estruturados através de empresas constituídas, existentes de fato, onde fizemos buscas. Apreendemos computadores e documentação, inclusive em uma empresa em Caraguatatuba que evidencia a lavagem de dinheiro e a forma que esse empresário gastava o dinheiro, proveniente do tráfico, com luxos sem nenhum tipo de controle”, afirma o delegado.
De acordo com Alves, todos foram identificados depois que a polícia prendeu um homem transportando drogas no compartimento falso de um veículo na região de Itapetininga (SP).
Os suspeitos devem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. A investigação prossegue na tentativa de identificar mais envolvidos.
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