Jonatan Junio da Silva Santos foi julgado no Fórum de Mirassol (SP). Natan Fernando Pezolito, de 20 anos, foi assassinado em um sítio de Mirassolândia (SP). Natan Pezolito teve morte cerebral confirmado após ser baleado na cabeça em Mirassolândia
Reprodução/TV TEM
O homem acusado de matar com um tiro na cabeça o jovem Natan Fernando Pezolito durante uma festa de aniversário, em Mirassolândia (SP), foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado.
Jonatan Junio da Silva Santos optou por permanecer em silêncio durante o tribunal do júri, realizado nesta terça-feira (10), no Fórum de Mirassol (SP). Ele foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e três tentativas de homicídio.
De acordo com o Ministério Público (MP), o homicídio e as tentativas foram reconhecidas, mas as qualificadoras acabaram sendo retiradas. Além disso, o fato de Jonatan não ter passagem pela polícia influenciou na somatória das penas. O promotor e a defesa não vão recorrer da decisão.
Ao G1, a prima de Natan afirmou que a família está sem palavras, porque esperava que o réu fosse condenado a pena máxima.
“A vida do Natan não volta. Esperávamos uma pena maior. Se possível a máxima. Hoje descobrimos que tirar a vida de uma pessoa custa apenas 15 anos”, disse Thais Natalia Pezolito Medeiros.
O crime foi registrado no dia 22 de dezembro de 2019. O réu fugiu depois de cometer o assassinato, mas foi encontrado e preso no dia 6 de janeiro de 2020.
No primeiro depoimento à Polícia Civil, o acusado alegou que o disparo havia sido feito de forma acidental. Porém, testemunhas relataram que Jonatan pegou um revólver e fez roleta-russa com Natan e outros jovens que estavam na propriedade.
Crime
Natan Fernando Pezolito e três amigos estavam no sítio, onde o crime foi registrado, por conta de uma festa de aniversário da irmã de Jonatan.
Enquanto os quatro estavam conversando na sala da propriedade, Jonatan entrou em um dos quartos, saiu com um revólver e perguntou se os jovens queriam “fazer roleta-russa”.
Segundo o Ministério Público, o acusado abriu o tambor da arma, um revólver calibre 32, olhou a existência de munição, fechou e iniciou a “roleta-russa”, mesmo depois de os jovens se negarem a participar da “brincadeira”.
Sítio onde crime foi registrado em Mirassolândia
Reprodução/TV TEM
Jonatan, então, apontou a arma para a própria cabeça e realizou um disparo “seco”, pois a câmara do revólver, naquele momento, estava sem munição.
Em seguida, o acusado apontou a arma para outros três jovens, realizando, novamente, três disparos “secos”. Por fim, Jonatan mirou o revólver na cabeça de Natan e, desta vez, houve o disparo.
Após Natan ser atingido, o acusado correu para o quarto e voltou sem a arma, chamando pelos pais e fugindo. O pai de Natan acordou e prestou socorro à vítima, com a ajuda de pessoas que estavam no sítio.
De acordo com o estudante Júlio Rodrigo Piva Dias, ninguém esperava que Jonatan Santos atiraria de verdade contra Natan.
“A gente ficou sem reação quando ele começou a atirar, eu não esperava, achei que ele iria apenas mostrar. Ele morreu nos meus braços. Minha consciência está pesada, fecho o olho e o vejo morto”, afirma Júlio, amigo de infância de Natan.
O corpo da vítima foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Guapiaçu (SP). A morte de Natan causou revolta e comoção. Amigos e familiares promoveram uma cavalgada para homenageá-lo.
Amigos e familiares prestam homenagem ao jovem que morreu após ser baleado na cabeça
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