Num primeiro momento, apenas os músicos da banda principal estão retomando. Projeto ‘Pequenos Músicos’ retoma aos poucos as atividades presenciais, em Mogi
Aos poucos, os alunos do projeto “Pequenos Músicos, Pequenos Acordes na Escola”, da rede municipal de Mogi das Cruzes começam a retomar as atividades presenciais de forma escalonada.
Por cerca de um ano e meio, os estudantes não puderam tocar juntos. O aluno Arthur Gomes da Cruz diz que estava ansioso para retornar. “Imagina a felicidade que eu fiquei quando soube que a banda ia voltar. É um negócio incrível”, disse.
Júlia de Sousa Prado diz que alguns conhecimentos foram esquecidos no período parado. “A gente está conseguindo retomar tudo o que estava faltando”, ressaltou.
Para seguir os protocolos sanitários, as turmas são menores e os músicos ficam separados por instrumento. O coordenador do projeto, Ewerton Ravelli, disse que as turmas estão divididas em duas de manhã e duas à tarde.
“Todos os grupos contendo de sete a 10 estudantes, observando sempre a acomodação do espaço e a lotação máxima que cada lugar pode ter. A gente começou com a banda principal, porque são os maiores. Nesse período, eles não compartilham instrumentos, cada um utiliza apenas o seu próprio ou o da escola, mas sem divisão. Eles serão os primeiros a serem vacinados dentro do grupo dos adolescentes. Então a gente acredita que, na questão do segurança, para que a gente faça o retorno, é o melhor a ser seguido”, disse.
No Cempre Professor José Limongi Sobrinho, no bairro do Botujuru, eram 200 alunos antes da pandemia. Mas, neste momento, apenas 50 voltaram, porque são os que participam da banda principal.
A próxima etapa da retomada é a volta aos ensaios coletivos. Para juntar todos, o ginásio de esportes da escola servirá como uma nova sala de concertos.
“O ginásio tem as medidas oficinais da confederação. É como uma quadra bem ampla, que acomoda bem os estudantes, dando aquele distanciamento de dois metros unilateral, com toda a segurança, respeitando os protocolos. Que eles tenham realmente essa sensação de estar de volta, mas principalmente tendo a saúde assegurada”, diz o coordenador.
O projeto existe desde 2001, mas foi paralisado pela primeira vez no começo do ano porque o contrato com a prefeitura e a Orquestra Sinfônica terminou no final do ano passado, mas a nova gestão só retomou em junho, com o repasse quase pela metade. Antes eram R$ 4 milhões por mês. Agora, pouco mais de R$ 2 milhões.
Para os pais dos estudantes, o momento foi de incertezas. Zildenia Gama disse ter ficado ressabiada, mas sabe da força que o projeto tem. “A união de todo mundo, quando chegar a hora dá tudo certo novamente”, pontua.
O contrato atual está fechado até dezembro. “O projeto tem várias linhas de trabalho. Tem competências da ABNCC, habilidades socioemocionais. Todas as linhas educacionais que estão muito presentes no desenvolvimento do jovem como um todo. Então quanto a gente trabalha tudo isso, alinhado aos benefícios que a música traz à vida deles, é um ganho inestimável”, ressalta o coordenador.
“Um projeto muito bonito, que levou o nome de Mogi para fora, trouxemos títulos importantes para a cidade e muito importante para a educação das crianças”, avaliou Zildenia.
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