Candidato do PSOL e deputada estiveram juntos em compromisso na sexta-feira (20). A seis dias da votação, Boulos diz que vai suspender agendas externas até que saia resultado de teste. Em reunião com agentes de segurança nesta terça, ele prometeu valorizar os servidores públicos. Guilherme Boulos (PSOL) durante coletiva com jornalistas nesta terça-feira (24)
Marina Pinhoni/G1
A seis dias da votação que definirá o 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Paulo, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) afirmou nesta terça-feira (24) que vai suspender suas agendas de rua de campanha até que saia o resultado do teste que fará de Covid-19. No entanto, ele ainda não conseguiu realizar o exame.
A decisão foi tomada após a deputada Sâmia Bomfim (PSOL) declarar que testou positivo para a doença. Ela participou de reunião ao lado de Boulos na última sexta-feira (20), data em que partidos declararam apoio ao candidato.
“O contato que tive com ela foi absolutamente esporádico, eventual, vocês registraram, ambos de máscara. Eu vou fazer o teste. Assim que tiver isso vamos informar para a imprensa e também tomamos uma decisão de até sair o resultado do teste, por absoluta precaução, não fazer agendas públicas de rua. Redobrar nossos cuidados em relação à segurança sanitária”, disse.
Nesta terça, o candidato participou de uma reunião fechada em um hotel no Centro da capital com agentes de segurança pública. Ao final, falou com a imprensa e garantiu que todos os cuidados de distanciamento e uso de máscara foram cumpridos.
“Essa atividade é importante para reafirmar nosso compromisso com o serviço público, com a valorização dos servidores da segurança pública na cidade de São Paulo, sobretudo a Guarda Civil Metropolitana, que tem sido desmontada por esse governo do Doria e do Bruno Covas”, afirmou.
Participaram do encontro o Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos de São Paulo (SindGuardas-SP), o Sindicato dos Delegados do Estado de SP (Sindpesp) e o Sindicato do Sistema Prisional do Estado (Sifuspesp).
Boulos voltou a dizer que pretende realizar concursos públicos para a Guarda Civil Metropiltana (GCM).
“Temos um projeto de fazer da cidade de São Paulo um exemplo de policiamento comunitário e de segurança cidadã. Isso passa pela valorização dos servidores da segurança, pelo apoio à saúde mental desses servidores, pelo fortalecimento da escola de formação dos guaradas civis metropolitanos. Demonstrando que é possível fazer um modelo de segurança pública que seja compatível com a preservação da vida, dos direitos humanos, com combate ao racismo, com combate à violência contra a mulher.”
Durante a reunião, o SindGuardas-SP apresentou uma denúncia ao candidato de que falta de combustível teria impedido viaturas da GCM de circular nesta segunda-feira (23).
Pesquisa Datafolha
Boulos também comemorou seu crescimento última pesquisa Datafolha divulgado nesta terça, na qual Bruno Covas aparece com 48% das intenções de voto e ele com 40%.
“O que a pesquisa mostrou é que está crescendo a onda da mudança na cidade. Em menos de uma semana, crescemos cinco pontos. Os seja, a população de São Paulo não quer a continuidade desse abandono”, afirmou.
Candidato do PSOL à Prefeitura de SP em encontro com representantes do sindicato da GCM
Marina Pinhoni/G1