Participam da frente democrática liderada pelo candidato do PSOL os seguintes partidos: PT, PDT, PCdoB, Rede Sustentabilidade, PCB e Unidade Popular (UP). O PSB também esteve presente, na figura de Fernando Guimarães, do diretório nacional, mas a legenda ainda não formalizou apoio à Boulos no 2º turno em SP. Guilherme Boulos (PSOL) participa de lançamento de uma frente democrática composta de partidos de centro-esquerda em SP.
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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, lançou nesta sexta-feira (19) uma frente democrática composta por seis partidos de centro esquerda na capital paulista e disse que a atual gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), adversário dele no segundo turno, “não pode negar risco de 2ª onda” da Covid-19 na cidade.
“Existe um risco de uma 2ª onda na cidade de SP e nós não podemos negar isso. Negar isso é uma irresponsabilidade que pode custar vidas. Esse risco expressa o que está acontecendo em outros países, na Europa, o aumento do número de internações nos hospitais da cidade nas últimas semanas. E a prefeitura não pode negar o risco e a realidade”, afirmou.
Boulos também disse que o tema da pandemia em São Paulo “tem que ser tratado com responsabilidade, não com conveniências políticas e eleitorais”.
“Na semana passada, nas vésperas das eleições, a prefeitura ficou cinco dias sem atualizar os números da Covid. Agora o governo do estado, que é liderado pelo padrinho político do Bruno Covas, o Doria, disse que só vai fazer a reavaliação de fazer do plano SP no dia 30 de novembro. Um dia após as eleições. O tema da pandemia tem que ser tratado com responsabilidade, não com por conveniências políticas e eleitorais. Essa é a preocupação que nós temos. E essa preocupação vai muito além de uma agenda de campanha. É a preocupação com a vida das pessoas na cidade”, declarou.
Agenda Boulos sexta-feira (20)
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Frente democrática
O candidato do PSOL participou de evento no Centro de São Paulo com lideranças de seis partidos de centro-esquerda que apoiam a candidatura dele no segundo turno. Entre os partidos representados estavam o PT, PDT, PCdoB, Rede Sustentabilidade, PCB e Unidade Popular (UP). 
No caso do PSB, partido de Márcio França, não houve até o momento formalização de apoio a Boulos em São Paulo, mas um representante do diretório nacional, Fernando Guimarães, esteve no evento e se disse emissário do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.
Na capital paulista, o PSB enfrenta resistência dentro do partido para apoiar Boulos ou Bruno Covas. A sigla ainda não deliberou uma posição única sobre o assunto. 
Apoios
No evento, Boulos voltou a dizer, entretanto, que não esconde apoio de nenhum outro partido da frente lançada nesta sexta (20). Ele se disse satisfeito, inclusive, com apoio do PT, que já governou a cidade em três ocasiões diferentes. 
“Todos esses apoios agregam à nossa campanha e fazem ela crescer ainda mais. O PT tem uma militância enraizada em movimentos sociais e associações de moradores na periferia da cidade. Isso vai fortalecer ainda mais a nossa campanha”, afirmou.
Guilherme Castro Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
ANDERSON LIRA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
O candidato do PSOL defendeu, inclusive, a gestão do petista Fernando Haddad, após o adversário tucano, Bruno Covas (PSDB0 ter dito no debate desta quinta-feira (19), na TV Bandeirantes, que o antecessor havia deixado um rombo de mais de R$ 5 bilhões nas contas da cidade de São Paulo.  
“Não posso aceitar e permitir é que o Bruno Covas minta no debate, que ele falte com a verdade. Isso aconteceu ontem. Não é verdade, a imprensa e as agências de checagem já afirmaram isso, que ele recebeu a prefeitura do Haddad com déficit. Simplesmente é um dado falso. Aliás, essa não é a única vez em que o prefeito falta com a verdade. Quem vê o programa de televisão dele, é uma cidade encantada. Diz que criou oito hospitais: não é verdade. Diz que bateu a meta de criação de corredores de ônibus, não é verdade. Fez apenas 3km de 72 km que estavam nas promessas de campanha dele e do João Doria. O nível de investimentos da prefeitura na gestão Doria e Covas é quase metade da gestão anterior. O que eu não vou aceitar é que se ganhe uma eleição com mentiras. Não vai ser assim”, afirmou. 
Agenda Boulos sexta-feira (20)
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