Caio Cunha do Podemos defendeu o enxugamento da máquina pública e investimento em transparência.
Nesta terça-feira (24) será a vez de Marcus Melo (PSDB). Candidato à Prefeitura de Mogi, Caio Cunha é entrevistado no Diário TV 2ª Edição
O candidato à Prefeitura de Mogi das Cruzes, Caio Cunha, do Podemos, foi entrevistado ao vivo nesta segunda-feira (23), no Diário TV 2ª Edição pelo apresentador Saulo Tiossi.
Caio Cunha defendeu um enxugamento na verdade da máquina pública com uma revisão dos contratos. Ele afirmou ainda que pretende investir em transparência para prevenir a corrupção
Nesta terça-feira (24) será a vez de Marcus Melo (PSDB). A ordem das entrevistas foi definida em uma reunião.
Veja a transcrição da entrevista de Caio Cunha:
Saulo Tiossi: O senhor já disse que não vai aumentar o IPTU, mas só para esse ano já existe uma estimativa de queda de R$ 100 milhões nas receitas da cidade. E no ano que vem a previsão de queda no orçamento é de 6%. Como o senhor vai administrar a cidade nessa situação? Existe um outro plano de arrecadação, como por exemplo, buscar a execução de dívidas dos moradores da cidade?
Caio Cunha: Bom, Saulo, de fato o ano que vem a gente vai enfrentar um período, uma economia bastante séria em virtude desse processo de pandemia que a gente vem enfrentando. Agora é muito injusto na verdade, a gente pensar em aumentar o IPTU, justamente porque mais uma vez a gente vai prejudicar a população. O IPTU ele já foi aumentado e foi aumentado abusivamente pelo atual prefeito. Então, assim, não tem sentido algum aumentar de novo. Agora, como a gente equaliza a situação da economia de Mogi das Cruzes? Vale lembrar que a nossa cidade tem um orçamento anual de R$ 1,8 bilhão. É a 17ª economia do Estado de São Paulo. Agora R$ 1,8 bilhão bem gerido, bem administrado e, principalmente, um enxugamento na verdade da máquina pública, ou seja, revisão dos contratos, análise de tudo aquilo que for acima do necessário. E, principalmente, sempre que a gente fala de economia e de redução e custos a gente pensa simplesmente em cortar as coisas. Mais do que isso, a gente precisa atrair empresas para a nossa cidade. Nossa cidade está muito bem localizada, ela tem grandes atributos. E exatamente por isso, nós precisamos fazer com que a nossa cidade seja atrativa as nossas empresas e potencializar o empreendedorismo mogiano aqui na nossa cidade.
Saulo Tiossi: O senhor fala em enxugar despesas, mas o senhor mesmo disse em uma live que vai criar mais uma secretaria que é a Secretaria da Transparência. Isso não gera mais uma despesa? A Transparência ela não deveria estar presente, ser seguida por todas as secretarias sob a vigilância do próprio prefeito? Precisa criar uma secretaria para isso candidato?
Caio Cunha: É Saulo obrigado por essa pergunta. Primeiro, a criação de uma secretaria não quer dizer que uma nova estrutura vai ser criada. E sim de pessoas específicas em cima de transparência. E de fato você acertou. Deveria ter muita transparência, mas a Lei de Acesso à Informação ela não é cumprida. E quando você investe em transparência você previne a corrupção. E esse é um dos nossos grandes lemas aqui em Mogi das Cruzes. Essa última gestão passou além do aumento abusivo do IPTU, passou por diversos escândalos na área da saúde, no Semae e tantas outras coisas. E por quê? Justamente porque não tinha transparência. A partir do momento que a gente investe em procedimentos de compliance e também com a secretaria dando acesso a todos os dados, a todos os contratos e tudo de dado que a população precisa saber, inclusive, o próprio parlamento é com certeza há uma economia natural porque não há o desvio de dinheiro público.
Saulo Tiossi: O senhor é candidato para administrar uma cidade de quase 500 mil habitantes. Embora, o senhor esteja no segundo mandato, como vereador o senhor nunca atuou dentro de uma prefeitura em um cargo de liderança, como secretário ou pelo menos diretor. Como o senhor pretende lidar com a falta de experiência no Executivo caso seja eleito?
Caio Cunha: Saulo, eu tenho uma experiência de quase 10 anos como vereador. Eu aprendi durante todo esse tempo a como lidar com a vida pública. E principalmente, olhar para as pessoas. Veja bem é muito diferente de você administrar uma empresa e administrar uma cidade. Uma empresa, o gestor ele se preocupa com número e foi exatamente o que o atual prefeito fez. Ele se preocupou simplesmente com os números e jogou todo o peso, onerando a população. O gestor público eficiente, ele tem que ser um grande líder. Um líder que entende as necessidades da população, tem a sensibilidade de olhar para o que precisa ser feito na cidade e conta com uma equipe técnica, uma equipe capacitada e não com indicação política, como geralmente, é feito na atual gestão.
Saulo Tiossi: Candidato, na semana passada o senhor falou em duas oportunidades que era alvo de fakenews sobre cura gay e que não há cura por não ser uma doença. Em 2017, em uma sessão na Câmara, um outro vereador disse que a decisão de um juiz federal contrariava uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que diz que psicólogo não pode tratar como doença o homossexualismo. Na sequência, o senhor disse o seguinte “O que foi decidido pelo juiz foi a liberação de uma pessoa que se entende homossexual e por algum motivo ela tem o direito dela de buscar um psicólogo, de buscar um entendimento pessoal da mesma forma que um hétero poderia.” Esse direito já não era assegurado já que todos são iguais perante a lei? Porque seria necessário a liberação de um juiz?
Caio Cunha: Bom, mais uma vez obrigado por me dar oportunidade de explicar essa situação. Primeiro é bom reforçar, esse negócio cura gay é um grande absurdo. Eu, inclusive, a minha fala foi para falar exatamente contra esse termo. Não existe cura e nem tratamento para o que não é uma doença. Ser gay não é uma doença. Agora, o seguinte, de fato estava sendo discutido e aí naquele momento era o entendimento, eu tava falando de uma coisa e o vereador que estava falando do ofício uma outra coisa. Eu estava explicando que qualquer pessoa, seja a orientação sexual que ela tiver, ela pode ter acesso a uma sessão psicológica. Agora, especificamente, naquele caso tinha um tumulto onde um grupo de psicólogos levantava uma possibilidade de fazer um tratamento e conversão da orientação sexual. Que é um grande absurdo. Agora, eu volto a dizer, todo seja hétero seja homo todos eles têm o mesmo direito. E só para reforçar e finalizar, está acabando meu tempo, ser gay não é doença.
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