Além da retomada do atendimento, também estão em andamento às obras de ampliação do espaço, totalizando 17 leitos exclusivos para pacientes que necessitem de internação. HU da UFSCar retoma atendimento de leitos de saúde mental no hospital
HU/UFSCar
Com o avanço da vacinação e a queda dos casos de Covid-19, o Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) reativou oito leitos destinados à saúde mental, que haviam sido remanejados para o atendimento de pacientes com coronavírus.
A retomada dessa atividade também passou com readequações e tem parceria com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), atendendo pacientes de São Carlos, Ibaté, Dourado, Ribeirão Bonito, Descalvado e Porto Ferreira (SP).
“Estes leitos em saúde mental no hospital geral são importantes, pois garantem um atendimento àqueles pacientes que estão em crise aguda e que estão colocando em risco a sua própria vida ou a vida das pessoas à sua volta”, explicou a psiquiatra do HU, Jemima Curci da Silva.
Segundo ela, após a estabilização desse quadro de crise, é realizada a alta responsável. O paciente é encaminhado a um serviço de saúde do seu município, para que continue o seu tratamento e evite novamente o agravamento do seu quadro clínico.
Além da retomada do atendimento dos leitos em saúde mental do hospital, também estão em andamento às obras de ampliação do espaço. A previsão é de que a expansão seja entregue no primeiro semestre de 2022, totalizando 17 leitos exclusivos para saúde mental no HU-UFSCar.
Novo modelo de atenção
Hospital Universitário da UFSCar
Reginaldo dos Santos/ EPTV
De acordo com a gerente de atenção à saúde do HU, Valéria Gabassa, durante o planejamento da retomada dos leitos de saúde mental no HU foi possível refletir sobre a importância desse serviço especializado.
“Buscou-se entender as lacunas existentes no modelo de atenção utilizado de 2017 até março de 2020, quando o serviço foi suspenso, e identificar quais melhorias eram necessárias para garantir um modelo de cuidado integral para o paciente”, disse.
Para a discussão, planejamento e desenvolvimento do novo modelo, o HU contou com o apoio dos médicos psiquiatras e professores do Departamento de Medicina da UFSCar, Juliana Prado e Jair Barbosa Neto.
O novo modelo prevê premissas que são estruturantes para a oferta do serviço, como a internação em leito especializado, o ambulatório pós-alta hospitalar do paciente, interconsulta do psiquiatra a pedido de outros especialistas do hospital e o matriciamento das equipes de saúde do HU e do município por meio da discussão de casos clínicos.
Rede de atendimento em saúde mental
A RAPS é a responsável por garantir a promoção e a prevenção da saúde, o acesso e o tratamento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que sofrem de transtornos mentais decorrentes do uso de álcool e outras drogas ou de causas desconhecidas.
Valéria destacou que o hospital é apenas um dos pontos de atenção da RAPS para atendimento dos pacientes.
“A Atenção Primária em Saúde é o ponto de atenção de referência do paciente e a protagonista da linha de cuidado psicossocial, devendo dispor de mecanismos que garantam acolhimento, escuta, prevenção e promoção da saúde para o paciente que sofre de transtornos mentais. Nesse contexto, o leito hospitalar de saúde mental é o último recurso assistencial que deve ser acessado pelo paciente, quando todas as outras alternativas não foram suficientes”, disse.
Os casos de crise atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) podem ser encaminhados para os hospitais, a partir da avaliação dos profissionais, por meio do sistema da Central de Regulação da Oferta de Serviços de Saúde (Cross), que direcionará o paciente para o hospital de referência especializado com vaga disponível.
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