Iniciativa foi proposta por Stella Grigolette, de 35 anos, em Rio Preto; no aplicativo, pacientes cadastram fotos e descrições de familiares e podem praticar um jogo da memória com as informações cadastradas. Aplicativo criado por Stella oferece jogo da memória
Arquivo Pessoal
Uma aluna de mestrado em enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), desenvolveu o protótipo de um aplicativo que tem como objetivo auxiliar pacientes com perda de memória.
Stella Grigolette, de 35 anos, propôs a ideia na disciplina “Inovação e Empreendedorismo na Saúde” após se inspirar no exemplo de uma tia diagnosticada com Alzheimer precoce.
“Fui estimulada a pensar em alguma solução para problemas de saúde atuais. Então, me veio na cabeça a ideia de fazer alguma coisa para pacientes e familiares de pessoas com Alzheimer ou algum outro problema associado à perda de memória. Além de ser um caso de família, eu quero contribuir para a qualidade de vida desses pacientes”, explica Stella.
Mestranda em enfermagem de Rio Preto desenvolve aplicativo para pacientes com perda de memória
Arquivo Pessoal
Segundo a estudante, no aplicativo os pacientes cadastram fotos e descrições de familiares e pessoas do convívio diário, e podem praticar um jogo da memória com as informações cadastradas.
“A gente pensou em criar alguma estratégia para que ela e outros pacientes tenham mais autonomia e segurança. O objetivo é que eles façam exercício de memória para que não percam a autonomia e para que se lembrem de pessoas que gostam deles e que eles gostam”, conta a estudante.
Ao G1, Stella, que atua como assistente social no Hospital de Base, em Rio Preto, explicou que o aplicativo ainda está em fase de testes, mas que a intenção é colocá-lo no mercado. Por enquanto, o projeto está sendo desenvolvido com base em estudos e com estratégias que facilitem a usabilidade.
“Ele foi pensado com cores que facilitam para esse público-alvo e com letras e números grandes, porque a maioria dos pacientes tem problema de visão. Foi tudo muito estudado. Espero, de fato, que seja uma solução e contribua também para familiares e cuidadores”.
Mestranda em enfermagem de Rio Preto desenvolve aplicativo para pacientes com perda de memória
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Além disso, também estão sendo feitas análises com neurologistas para adequar os serviços oferecidos pelo aplicativo aos estágios clínicos do Alzheimer.
“Eu quero pensar em estratégias para os casos mais avançados da doença. Mas eu acredito que o aplicativo vá atender bem as necessidades dos quadros leves e moderados. Pelo menos facilitar e dar um pouco mais de qualidade de vida aos pacientes”, diz Stella.
O aplicativo permanece em processo de validação e pode ser colocado em plataformas de download após os testes finais.
*Sob supervisão de Paola Patriarca
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