Candidato à reeleição foi questionado por foto de 2019 em que aparece ao lado do presidente. Em agenda de campanha, prefeito afirmou que pretende ampliar geração de empregos na cidade. Bruno Covas (PSDB) ao lado de Ricardo Nunes em agenda de campanha nesta quarta-feira (18).
Renato Biazzi/TV Globo
O candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (18) que não vê no presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discurso que agregue “valores democráticos” e que anulou seu voto presidencial em 2018.
O prefeito foi questionado por uma foto que postou em seu Instagram em 2019 em que aparece ao lado do presidente e do governador João Doria (PSDB). A foto voltou a circular nas redes sociais durante a campanha do segundo turno. Segundo o prefeito, no entanto, ela nunca significou a poio a Bolsonaro.
“Eu não sou biruta de aeroporto pra mudar conforme a orientação de vento. Sou o mesmo Bruno fora da campanha – no primeiro turno, no segundo turno. Anulei meu voto na eleição presidencial de 2018, por não ver no Bolsonaro nenhum discurso que agregasse valores democráticos que agregassem à campanha dele”, disse Covas.
O candidato do PSDB também comentou a declaração de apoio que recebeu para o segundo turno do candidato derrotado Celso Russomanno (Republicanos), que era o candidato de Bolsonaro no primeiro turno.
“O apoio do Russomanno ajuda, não há a menor dúvida – dele e do Republicanos. Ele teve 10% dos votos aqui, não há nenhum problema em agregar apoios nesse segundo turno. Até porque, nós estamos falando de apoios programáticos, de programa de governo para a cidade de São Paulo. Volto a dizer: não mudo o meu posicionamento, não mudo o meu jeito de pensar, não mudo o meu jeito de fazer política”, disse Covas.
Foto postada por Bruno Covas em março de 2019, ao lado de João Doria e Jair Bolsonaro
Reprodução/Instagram
Aumento de empregos
Durante caminhada na manhã desta quarta-feira no Jardim Ângela, na Zona Sul da capital, Covas disse que, se reeleito, vai ampliar o papel da Prefeitura na geração de empregos.

“Neste ano, a gente vai chegar a R$ 4,5 bilhões em investimentos com recurso da Prefeitura, o maior valor dos últimos oito anos. O orçamento do ano que vem prevê o mesmo montante. Para cada bilhão de investimento, nós estamos falando de 28 mil empregos gerados”, disse.
O candidato também disse que vai intensificar ações para desburocratizar a abertura de empresas e a concessão de alvarás, e que aumentará programas de capacitação de mão-de-obra.
“Faremos mais ações de acolhimento, como mais frentes de trabalho, mais vagas do “POT” (Programa Operação Trabalho), mais cursos de qualificação profissional, com o orçamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, pra fazer exatamente isso, vai ser ampliado em quase 25% no ano que vem.”
Pedido de desculpas
Bruno Covas comentou ainda o pedido de desculpas que fez na terça-feira (17) a Guilherme Boulos, depois que seu aliado tucano Ricardo Tripoli afirmou que o candidato do PSOL “mata a mãe para poder ir ao baile de órfãos.”
“Falei que não era esse o tipo de atitude que eu quero ver na campanha eleitoral. Vamos manter o mesmo convívio do primeiro turno. É possível fazer crítica, é possível comparar currículo, é possível verificar o que cada um já construiu ou destruiu na cidade de São Paulo sem ter que fazer alegorias como essa. É lamentável. Pedi desculpas ao candidato Guilherme Boulos [e disse] que eu não quero mais ver esse tipo de ação entre os meus apoiadores”.
VÍDEOS: Veja como foi o primeiro turno