Candidatos do PSDB e do PSOL respondem a perguntas feitas pelo adversário e por jornalistas da TV Bandeirantes nesta quinta-feira (19). Guilherme Castro Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
ANDERSON LIRA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) participaram na noite desta quinta-feira (19) de debate para o segundo turno das eleições à Prefeitura de São Paulo realizado pela Bandeirantes na capital paulista.
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Por conta da pandemia de Covid-19, não houve plateia e os candidatos tiveram a temperatura aferida na chegada. Todos os presentes utilizam máscara, exceto os dois candidatos e o apresentador.
O debate foi dividido em três blocos:
Primeiro bloco: candidatos se apresentam e respondem a perguntas de jornalistas.
Segundo bloco: candidatos fazem perguntas entre si.
Terceiro bloco: considerações finais.
Apresentações iniciais
Guilherme Castro Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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No primeiro bloco do debate, os candidatos fizeram suas apresentações iniciais e responderam a perguntas de jornalistas.
Em sua apresentação, Guilherme Boulos (PSOL) disse que gostaria de “agradecer às mais de 1 milhão de pessoas que no último domingo apertaram 50 e votaram com esperança” e que “urna não é lugar pra gente depositar ódio, pra gente depositar medo, é lugar pra gente depositar sonho”.
“Eu quero também cumprimentar os quase 70% dos eleitores de SP que votaram pela mudança, que não estão satisfeitos com a forma como a cidade está sendo gerida. Eu quero ser prefeito não apenas porque é a cidade que eu nasci, que eu vivo e que vivem as pessoas que eu amo, mas também porque eu não aceito que a cidade mais rica do mundo tenha gente morando na rua, tanta gente sem emprego, tenha tanta desigualdade”, afirmou Boulos. O candidato finalizou sua falando dizendo que tem “sentido nesses últimos dias uma onda de esperança, uma onda de mudança” e que quer “trazer a minha trajetória, a minha experiência de sensibilidade social, de 20 anos lutando ao lado do povo nas periferias para contribuir com a cidade de SP”, afirmou.
Já o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), declarou que gostaria de “agradecer o mais de 1 milhão e 700 mil votos que recebemos neste último domingo”. “Fomos os campeões em todos os distritos eleitorais da cidade de SP, mostrando a forma como governamos: para todos, sem nenhuma distinção. O momento agora é de união e buscar formação de consensos.”
Covas disse ainda que “o Brasil e o mundo atravessam uma crise econômica e social. Ofereço a minha experiência como gestor, deputado estadual e federal, prefeito da cidade de São Paulo, para que a gente possa seguir avançando. Nós não estamos aqui para vender ilusão. Estamos aqui do jeito difícil de fazer política, que é falando a verdade. Somente com a verdade é possível seguir avançando”.
Perguntas de jornalistas
Ainda no primeiro bloco os candidatos responderam a quatro perguntas feitas pelos jornalistas do Grupo Bandeirantes. Cada pergunta teve resposta de um candidato, réplica do adversário e tréplica do político que respondeu inicialmente à questão. Veja abaixo as perguntas e as respostas dos dois candidatos:
Pergunta 1: Nós temos temos recebido muitas reclamações de mães impossibilitadas de seguir no trabalho porque os filhos estão em casa. As aulas dos ensinos fundamental e infantil estão paralisadas. Independente dos rumos que os números da pandemia possam atingir, o senhor já tem um planejamento para apresentar para essas mães sobre a retomada das aulas no ano que vem?
Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo
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Bruno Covas (PSDB): “É importante lembrar o respeito e o cuidado que nós precisamos ter ainda neste momento. É claro que o pior da pandemia já passou. Esse ano foi um ano que a gente enfrentou bem essa pandemia, acima de tudo pelo envolvimento e participação da população. Eu sei da aflição que os pais têm para que os filhos possam voltar o mais rapidamente a frequentar as escolas, mas ainda não é o momento. A Vigilância Sanitária aqui do município ainda não aprovou esse tipo de retomada. O inquérito sorológico e o censo que realizamos entre alunos e professores mostram que a gente ainda tem uma quantidade muito grande de crianças que não está imunizada, que podem levar essa doença para dentro de casa. Estamos em um momento de estabilidade da pandemia aqui no estado de SP. O vírus não é nem de esquerda, nem de direita. É uma realidade a ser enfrentada.”
Réplica de Guilherme Boulos (PSOL): “O momento de retorno às aulas tem que ser definido a partir dos epidemiologistas, dos infectologistas. Essa é uma decisão médica, não é uma decisão política. Agora, é evidente que São Paulo e o Brasil estão tanto tempo sem aula porque não lidaram corretamente com a pandemia no início. Porque não fizeram testagem em massa, monitoramento epidemiológico, o que poderia ter feito com que a curva descesse mais rápido na cidade. Isso prejudicou não só o retorno às aulas como a cidade como um todo. Agora eu quero falar para essas mães que nós temos um compromisso de zerar a fila da creche em sp. Ainda há mais de 23 mil mães esperando vaga para seus filhos na creche. Nós vamos fazer mais de 200 creches com vagas para 130 vagas cada uma e a partir daí garantir que toda mãe pode trabalhar e ter onde deixar as crianças.”
Tréplica de Bruno Covas (PSDB): “É muito fácil ser engenheiro de obra pronta. Mas nós aqui em SP resolvemos enfrentar o desafio. Podem reclamar e dizer que são a favor ou contra essa ou aquela medida, mas em nenhum momento pode me falar que fui omisso em relação à pandemia do coronavírus. Nós vamos continuar enfrentando esse tema aqui na cidade de SP com o devido respeito e o apoio e respaldo da ciência. Nós ainda temos, de acordo com os dados 6.600 crianças aguardando vaga em creche na cidade de São Paulo. É possível zerar isso a partir do ano que vem.”
Pergunta 2: A cidade de São Paulo ostenta o maior orçamento municipal do país, mas, assim como muitas cidades brasileiras, não tem verba para toda demanda do cidadão. O que você pretende fazer para gerar novas receitas e custear demandas como tarifa zero nos transportes e renda solidária? Pretende trazer alguma experiência socialista para a prefeitura?
Guilherme Castro Boulos (PSOL), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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Guilherme Boulos (PSOL): “São Paulo é a cidade mais rica do Brasil e da América Latina. Tem muito dinheiro no orçamento. A questão da cidade não é dinheiro, é sobretudo de prioridade. Só hoje em caixa mesmo durante a pandemia existem R$ 19 bilhões, pouco mais de R$ 10 bilhões estão livres, recursos orçamentários, que não estão atrelados. Isso poderia estar auxiliando no combate à pandemia, na reabertura de hospitais. Nós vamos utilizar esses recursos para fazer os investimentos necessários, para inverter prioridades. O orçamento tá aí. A diferença nossa e do atual governo é que eu não vou gastar dinheiro pra fazer uma reforma de R$ 100 milhões no Anhangabaú enquanto tem gente vivendo com esgoto a céu aberto em palafita. Eu não vou quebrar calçada na véspera de eleição enquanto existem outras prioridades na cidade. Inclusive esse recurso da calçada, parte dele, no ano passado, foi tirada da educação infantil, da creche. Nós vamos sim cobrar dívida ativa. Grandes devedores que devem R$ 130 bilhões para a prefeitura. Dando todas as condições para a procuradoria trabalhar, eu conversei com procuradores, conversei com o TCM, digitalizando os processos. É possível ter uma arrecadação nos próximos 4 anos, uma recuperação fiscal entre 10 e 12 bilhões, mais do que o dobro do que o Doria e o Bruno fizeram nos últimos anos. É daí que nós vamos tirar o dinheiro para implementar nossas prioridades.”
Réplica de Bruno Covas (PSDB): “A experiência faz toda a diferença para conhecer a realidade do orçamento público. O candidato confundo recursos em caixa com recursos disponíveis. Todo ano a Prefeitura discute com a Câmara Municipal o orçamento da cidade. Não cabe ao prefeito achar porque tem recurso em caixa, pode ir esse ou aquele local. Recursos em caixa serve para pagar o funcionalismo, os contratos de obras que estão em andamento. Não significam que os recursos em caixa estão lá pra se fazer o que bem entender.”
Tréplica Guilherme Boulos (PSOL): “Estimativa do próprio tribunal de contas do município diz que desses R$ 10 a R$ 12 bilhões, apenas 2 ou 3 estão comprometidos com custeio este ano, Bruno, os outros R$ 8 bilhões tão disponíveis. Quem tá dizendo isso não sou eu, é o TCM. Além disso, uma parte do recurso atrelado a fundos é do Fundurb, o Fundo de Desenvolvimento Urbano. Parte deles foram para a “Operação Urbana Faria Lima”, outra parte deles das outorgas onerosas do Plano Diretor, e esse recurso é destinado, carimbado, pra investir em moradia popular, pra investir em urbanização de favela, e você não fez. O recurso está lá, no orçamento, pronto pra ser usado. O que faltou foi prioridade. A prefeitura preferiu fazer obras eleitoreiras. Todo mundo viu: calçada novo sendo quebrada, um monte de recapeamento às vésperas da eleição.”
Pergunta 3: Nos últimos dias tivemos notícias bastante animadores em relação ao desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus. Por outro lado, dados bastantes preocupantes sobre o avanço da doença na cidade, como o aumento de 20% nas internações na rede hospitalar municipal pela Covid-19. A gente sabe que a população relaxou também em relação às medidas de prevenção. Dado esse quadro, o senhor pretende estabelecer lockdown em SP em janeiro?
Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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Bruno Covas (PSDB): “A realidade da pandemia na cidade mostra que há uma estabilidade em relação ao número de casos da pandemia aqui na cidade de SP. Há uma estabilidade em relação ao número de óbitos na cidade de SP e há um aumento em relação ao número de internações. Nós tínhamos 13% da população internada de fora da cidade de SP, hoje esse número é de 20%. Não há aqui espaço para qualquer tipo de fake news disseminada nesse instante de que passado a eleição, vai haver lockdown na cidade. Nós vamos continuar a tratar a realidade da pandemia de acordo com a orientação da ciência. Não há espaço para avançar ainda mais na flexibilização, dada essa estabilidade, mas não há nenhum número que aponte qualquer necessidade de lockdown.”
Réplica Guilherme Boulos (PSOL): “Eu queria dizer aqui que o espetáculo lamentável que foi a transformação do tema da vacina, que é um tema da saúde pública, em uma disputa político-partidária. Isso foi feito pelo Bolsonaro e pelo Doria. Transformaram esse tema numa disputa oportunista. É lamentável. A pandemia tem que ser tratada a partir da perspectiva da saúde pública, e não uma perspectiva político-partidária. Você fala em fake news, mas foi o próprio governo do estado disse que só vai redefinir as regras do Plano SP, que de onde pode vir qualquer alteração de abertura e fechamento, no dia 30 de novembro, um dia após as eleições. É no mínimo estranho que se defina esta data para alterar ou não a situação da abertura na cidade e no estado de SP”.
Tréplica de Bruno Covas (PSDB): “Não há aqui qualquer partidarização ou politização em relação ao tema. Aliás, se houvesse, a gente não tinha deixado para hoje mais uma coletiva para poder tratar desse tema que é tão polêmico. Aqui na cidade de SP nós temos seguido sempre a orientação da Vigilância Sanitária, da área da Saúde. E é assim que nós vamos continuar e enfrentar esse desafio.”
Pergunta 4: 38% dos paulistanos precisaram de auxilio emergencial. De que forma a prefeitura precisa trabalhar de forma conjunta com governo estadual e federal? De onde você tiraria esse dinheiro, se eleito?
Guilherme Castro Boulos (PSOL), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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Guilherme Boulos (PSOL): “É lamentável que o governo federal tenha decidido encerrar o auxílio que tem sido essencial para as pessoas poderem sobreviver. Muitas famílias têm dependido desse recurso para botar comida na mesa. A prefeitura não pode se omitir. Por isso eu vou criar o programa Renda Solidária que vai atender até 1 milhão de famílias em situação de extrema pobreza e vai pagar até R$ 400. Essa pessoa que receber esse dinheiro vai gastar no mercadinho e na padaria do bairro. Vai estimular a economia local. Nós reunimos um grupo de economistas, vimos os dados e o custo estimado da renda solidário é em torno de R$ 3,5 bilhões ao ano. Ele cabe no orçamento da cidade. Não apenas com os recursos existentes, mas também recuperando um investimento maior, ele foi reduzido nos últimos anos.”
Réplica de Bruno Covas (PSDB): “Volto a dizer que o momento de crise requer união e trabalho em conjunto. Aqui na cidade, nós colocamos todos os Cates (Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo) à disposição da população para ajudarem as pessoas a se cadastrarem para receber o auxílio emergencial. Pouco importa de quem é a iniciativa, o importante é o trabalho em conjunto. Nós agora vamos enviar às famílias uma complementação, por conta da redução do auxílio emergencial. Estamos definindo o meio de pagamento. A lei já foi sancionada recentemente. Foi um trabalho conjunto da prefeitura, do governo de SP e do governo federal que possibilitou que a gente tivesse R$2,5 bilhões a mais para enfrentar a pandemia aqui na cidade. Trabalho em conjunto para que a gente possa trabalhar pela população”.
Tréplica de Guilherme Boulos (PSOL): “Talvez ele tenha se esquecido de dizer que o partido dele votou na câmara pelo fim do auxílio, para que não se renove. O Bruno teve oportunidade desde o início do mês a aprovar uma renda solidária. Foi aprovar agora, a um mês e meio das eleições. Essa é uma característica do governo PSDB que SP já cansou. Tudo que não fizeram nos outros 3 anos de governo parece que concentram tudo no ano de eleição. Parece que trabalham como se a memória do povo não existisse. Eu acho que isso não funciona mais”.
Segundo bloco
No segundo bloco, os dois candidatos puderam controlar o próprio tempo e escolher os temas para perguntar ao adversário.
Boulos foi o primeiro a questionar Bruno Covas e perguntou sobre o risco de segunda onda de Covid-19 na cidade. Ele também questionou o tucano sobre qual é a atual taxa de casos de coronavírus por grupo de 100 mil habitantes na capital.
O adversário tucano respondeu que todos os números foram apresentados na coletiva desta quinta-feira (19) na prefeitura. 
Guilherme Castro Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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Na sequência, Bruno Covas perguntou ao adversário da falta de menção de Boulos sobre a PM no plano de governo dele e também sobre as propostas do candidato do PSOL para diminuir a burocracia e também sobre os convênios da Educação no município. 
O candidato do PSOL respondeu que a Operação Delegada da Prefeitura “não é agredir trabalhador que tá levando comida pra casa” ou colocar a GCM para “tirar cobertor de quem tá dormindo na rua”. 
Na pergunta seguinte, Boulos questionou Covas sobre o vice de chapa dele, o vereador Ricardo Nunes (MDB), e perguntou se o atual prefeito coloca a mão não fogo pelo vice. 
Na resposta, Bruno Covas pediu para o adversário “elevar o nível do debate” e disse que Boulos estava tentando se explicar sobre a gestão Fernando Haddad (PT) “que deixou uma grande relação dívida /receita” e “uma série de obras paradas” na cidade.
Os dois candidatos ainda falaram sobre creches conveniadas com a prefeitura e a concessão do Pacaembu para a iniciativa privada.
Funciona Assim: O que faz o prefeito?
Considerações finais
Guilherme Castro Boulos (PSOL) e Bruno Covas (PSDB), durante debate politico organizado pela rede Bandeirantes no segundo turno das eleicoes para prefeitura de Sao Paulo, no bairro do Morumbi, zona Sul da cidade de Sao Paulo.
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No último bloco os dois candidatos tiveram espaço para fazer suas considerações finais.
Bruno Covas (PSDB) disse que foi possível falar sobre realizações feitas nesses últimos 4 anos que lhe “enchem de orgulho” e citou a criação de “12 novos CEUs, as 85 mil novas vagas em creche, a melhoria da nota do Ideb na cidade de São Paulo, oito novos hospitais, 17 novas UPAs, a redução do prazo médio para se obter um exame na cidade de 85 para 35 dias, 25 mil unidade habitacionais viabilizadas, a renovação de quase 50% da frota de ônibus”.
O candidato reconheceu que, apesar disso, ainda há muito a ser feito, e que sua “grande missão é a redução da desigualdade social, que ficou muita clara durante esse momento da pandemia”. Covas conclui dizendo que sua cartilha “é a da tolerância, do respeito à lei e à ordem, do respeito à diversidade” e que acredita que “não se faz justiça social se você não tiver responsabilidade fiscal”.
Em suas considerações finais, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que seu crescimento nas pesquisas mostra que “São Paulo está vivendo uma onda de esperança”. O candidato disse que pretende levar para prefeitura a experiência que acumulou durante 20 anos “lutando ao lado das pessoas que mais precisam” e que é preciso “olhar a vida das pessoas não como um número, não como estatística, mas como uma história de vida nas periferias”.
O candidato finalizou seu discurso questionando se os eleitores querem “deixar a cidade como ela está hoje, favorecendo os mesmos de sempre” e declarou que a mudança na capital está com ele com sua vice, Luiza Erundina.
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