Neste domingo (15), tucano obteve 32,85% dos votos válidos, contra 20,24% do candidato do PSOL. Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) em agendas de campanha nesta segunda-feira (16).
Reprodução/ Youtube e TV Globo
No dia seguinte à votação que confirmou Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno para a disputa da Prefeitura de São Paulo, os candidatos fizeram balanços do resultado das urnas nesta segunda-feira (16). O tucano obteve 32,85% dos votos válidos, contra 20,24% do candidato do PSOL.
Sem agendas públicas, Covas concedeu entrevistas por Skype para diversos veículos ao longo do dia e se reuniu com representantes do partido para definir as estratégias para a nova etapa da campanha.
“Aglutinar forças para a gente não é novidade. Nós juntamos 11 partidos políticos em torno desse projeto para a cidade de São Paulo, vamos buscar outras forças políticas agora no segundo turno. A nossa coligação elegeu 25 dos 55 vereadores, o que já ajuda muito na governabilidade, para poder aprovar os projetos importantes a serem aprovados. Estou muito contente, muito animado, e queria mais uma vez agradecer a população de São Paulo pela confiança”, disse em entrevista à Jovem Pan.
O prefeito também foi questionado sobre a associação que fez de seu adversário ao termo “radical” durante discurso na noite do domingo. Na ocasião, o tucano afirmou que “a esperança venceu os radicais no primeiro turno e a esperança vai vencer os radicais no segundo turno.”
“Em nenhum momento eu citei o nome do Guilherme Boulos. A minha história é justamente essa, de buscar construir consenso, de buscar unir forças, o meu estilo de ser e de fazer política. […] Se quando eu falo que a cidade de São Paulo não quer radicalismo, ele [Boulos] acaba achando que estão falando dele, é um problema para ele resolver”, afirmou em entrevista ao UOL.
Já Guilherme Boulos fez agenda em um campo de futebol no Morro da Lua, no bairro do Campo Limpo, nesta segunda-feira. O local é o mesmo onde realizou o evento que confirmou sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, na periferia da cidade.
Em coletiva de imprensa, o candidato do PSOL afirmou que no segundo turno terá mais espaço na televisão para apresentar suas propostas.
“O segundo turno agora é uma outra eleição. É um momento em que vamos passar de 17 segundos de televisão para 10 minutos todos os dias. Vamos ter a oportunidade de dialogar com o povo de São Paulo para apresentar nossas propostas, para quebrar preconceitos, para combater mentiras, para mostrar qual é o nosso lado. Isso acho que vai fazer com que essa onda de esperança que a gente começou a semear na cidade de São Paulo derrote de uma vez por todas o ódio”, disse.
Sobre ser associado ao termo “radical”, Boulos disse que o adversário adotou um discurso “bolsonarista”.
“Eu fiquei até surpreso. Esse discurso de me chamar de extremista, de me chamar de radical, é discurso do bolsonarirmo, discurso do ódio. Que o Bruno Covas tenha aderido a isso por conveniência eleitoral só o diminui. Ele quer o voto bolsonarista e quer me atacar a partir disso. É triste ver ele cair nessa cilada. Repito o que eu já disse ontem: radical para mim não é lutar por direitos sociais. Lutar para que as pessoas tenham moradia digna, tenham um teto é radicalismo? Para mim radicalismo é a cidade mais rica da América Latina ter gente passando fome”, afirmou Boulos.
Veja o que disseram Bruno Covas e Guilherme Boulos após 1º turno das eleições em SP