Candidatos do PSDB e PSOL à Prefeitura de São Paulo tiveram compromissos de campanha pela cidade. Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) em agendas de campanha neste domingo (22).
Reprodução/TV Globo
Os candidatos à Prefeitura de São Paulo que se enfrentam no segundo turno realizaram compromissos de campanha pela cidade neste domingo (22). Bruno Covas (PSDB) visitou igrejas e Guilherme Boulos (PSOL) fez uma carreata por bairros da Zona Leste.
O primeiro compromisso de Covas foi pela manhã, no Belenzinho, em encontro com jovens da Assembleia de Deus. Depois o candidato foi para o Brás, onde encontrou líderes evangélicos de mais uma igreja.
Na Igreja Mundial do Poder de Deus, Covas ficou no palco ouvindo discursos dos pastores para centenas de fiéis.
“Estive na Marcha para Jesus, estive numa mesquita no Ramadã, estive numa sinagoga no Ano Novo Judaico. A gente respeita essa diversidade. Eles são muito gratos à forma pela qual a gente conduziu, e mais do que isso, a prefeitura a todo momento solicitou ajuda das igrejas, em especial neste momento de pandemia. Nós pedimos que eles reforçassem toda a ação social que eles fazem, distribuição de alimentação, cesta básica, não deixar ninguém passar fome, Então mais do que o apoio da prefeitura, pelo contrário, foi a prefeitura que teve apoio das igrejas para atender a população mais carente da cidade”, afirmou.
À tarde, o candidato esteve em outra unidade da Igreja Mundial do Poder de Deus, em Santo Amaro.
Já o candidato Guilherme Boulos (PSOL) percorreu em carreata três bairros da Zona Leste da capital: Itaim Paulista, São Miguel Paulista e Ermelino Matarazzo. Esse foi o único compromisso de campanha no dia.
Dentro do carro adaptado com proteção de acrílico para evitar contaminação pela Covid-19, a candidata a vice-prefeita, Luiza Erundina, também participou do evento.
Boulos disse que, se eleito, vai dar mais atenção às demandas da população que mora na periferia. Ele voltou a falar sobre o caso de João Alberto, cidadão negro assassinado em uma unidade do Carrefour em porto alegre.
Além de recriar a Secretaria de Igualdade Racial, Boulos disse que a Guarda Civil Metropolitana passará por treinamento para evitar abordagens racistas. Disse também que vai levar o ensino de história e cultura africanas para as escolas.
“O nosso programa de governo foi feito junto com ativistas do movimento negro, de várias entidades. Você tem que ter um espaço no governo, um espaço de secretaria com recurso, com orçamento para poder fazer políticas afirmativas e de combate ao racismo. Outra é implementar na educação pública de São Paulo a lei federal e que existe há mais de 15 anos e nunca foi implementada de ensino de História Africana e Cultura Afro Brasileira, pra gente começar a combater o racismo e a intolerância desde o início. São propostas como essas, além de medidas afirmativas, de valorização da memória e da história da luta do povo negro que vão fazer com que a comece a combater o racismo em São Paulo”, afirmou.
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