Candidatos derrotados na disputa à Prefeitura de SP ainda não declararam apoio formal ao tucano. Nesta segunda (16), PT e PCdoB disseram estar com o adversário Guilherme Boulos (PSOL). Bruno Covas visitou sindicato dos aposentados e disse que negocia apoios para o segundo turno nesta terça-feira (17)
Marina Pinhoni/G1
O candidato à reeleição para a Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta terça-feira (17) que o partido ainda negocia os possíveis apoios para sua candidatura no segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL). 
Nesta segunda, PT e PCdoB declaram apoio formal a Boulos, mas o posicionamento de outros candidatos derrotados no primeiro turno ainda está indefinido.
“Os acordos estão sendo tratados pelo coordenador da campanha, pelo presidente do meu partido. A gente espera em breve poder anunciá-los. Quando a gente não ganha no primeiro turno, é preciso reconhecer que você não tem forças suficientes para representar a maioria da população. Com a adesão de outras correntes políticas, de outros grupos da sociedade, a gente consegue chegar à maioria e ter um governo mais representativo”, disse nesta terça.
O prefeito já havia afirmado anteriormente que não descarta a possibilidade de receber o apoio de Celso Russomanno (Republicanos).
Covas participou durante a manhã de um encontro no Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), na região Central da cidade. O Sindnapi faz parte da Força Sindical.
O candidato foi questionado se não seria negativo para sua campanha receber o apoio de uma entidade ligada ao deputado federal e presidente do Solidariedade Paulinho da Força, que é réu por corrupção e lavagem de dinheiro. 
“Eu recebi o apoio do sindicato dos aposentados. Não recebi o apoio oficial ainda, espero quem sabe receber no segundo turno, da Força ou do Solidariedade. No segundo turno é importante buscar outras forças, garantindo que essa articulação é feita em cima de um programa para a cidade de São Paulo. Não é feita em cima de pessoas, em cima de nomes, ela é feita em cima de teses para a cidade. Hoje, inclusive, recebi propostas relacionadas à área do idoso, com mais parques para os idosos, mais centros de convivência”, afirmou.
Bruno Covas visitou sindicato dos aposentados e disse que negocia apoios para o segundo turno nesta terça-feira (17)
Marina Pinhoni/G1
Embora a Força Sindical ainda não tenha declarado apoio formal ao tucano, os dirigentes Antônio de Sousa Ramalho e Elenice Cabral discursaram no evento a favor do candidato.  
Sobre o Plano de Metas de sua gestão que previa a criação de 15 mil vagas para atividades de idosos, o prefeito afirmou que pretende avançar nas ações. 
“A cidade atingiu o selo pleno do estado no que diz respeito à cidade amiga do idoso. É nessa direção que a gente quer avançar para ter espaços de acolhimento, ter atendimento conjunto de assistência e saúde. A gente já tem hoje uma sala em cada UBS [Unidade Básica de Saúde] direcionada apenas aos idosos. Justamente ações como essa que a gente quer ampliar ainda mais: na área esportiva, na área cultural, na área assistencial, na área de saúde.”
O G1 também questionou o prefeito sobre como será o diálogo com as forças sindicais em um possível mandato, tendo em vista as críticas que recebeu dos sindicatos de professores durante as negociações do projeto de autoria do Executivo de reforma municipal da Previdência, que foi aprovado em 2018 pela Câmara Municipal. 
Entre os descontentamentos dos servidores municipais estavam o aumento da alíquota de contribuição dos funcionários públicos de 11% para 14%. Durante protestos que marcaram a votação na Câmara, professores foram feridos em confronto com a Guarda Civil Metropolitana.
Covas respondeu que nunca deixou de conversar com a sociedade organizada e disse que o confronto dos professores foi com policiais militares e não com GCMs.
“Você confunde alhos com bugalhos. Eu não tenho nenhuma relação com qualquer ação policial feita durante a discussão. A polícia não é do prefeito, não sei se você sabe disso. Essa ação ocorreu durante a discussão na Câmara de vereadores, não na prefeitura. Nunca deixei de ter qualquer tipo de contato com sindicatos. Acho importante, representativo. É sempre uma forma de você conversar e dialogar com a sociedade organizada”, afirmou, em tom ríspido.
Bruno Covas visitou sindicato dos aposentados e disse que negocia apoios para o segundo turno nesta terça-feira (17)
Marina Pinhoni/G1