Total de penalidades passou de 215 para 26 entre agosto e outubro; governo defende ações. Vendedores de comércios sem máscaras, em 30 de outubro
Reprodução/EPTV
As aplicações de multas para quem é flagrado sem máscara para prevenir a transmissão do novo coronavírus em área pública ou particular com circulação de público em Campinas (SP) diminuíram 87,9% entre agosto e outubro, de acordo com a prefeitura. Neste período, o total de penalidades passou de 215 para 26 e a administração diz que “adesão ao uso” cresceu para justificar o resultado.
A penalidade é de R$ 100 e a medida começou a ser aplicada na prefeitura em 19 de agosto, por meio de um decreto. A cidade tem 41.768 casos confirmados da doença desde o início da pandemia, incluindo 1.360 mortes, segundo boletim atualizado na tarde desta terça-feira (24). Em live, o prefeito, Jonas Donizette (PSB), afirmou que a administração tem feito a parte dela, por meio de fiscalizações.
“Como, em geral, a situação é de mal uso da máscara, os guardas orientam e quando a pessoa coloca a máscara não é lavrada a multa, o que é feito quando há a recusa”, diz nota da assessoria do governo municipal ao defender que o objetivo é conscientizar e orientar os moradores sobre as medidas de prevenção contra a Covid-19, e “não punir simplesmente”. Veja abaixo os dados mensais.
Multas por falta de máscara
Agosto: 215
Setembro: 77
Outubro: 26
Novembro (até dia 22): 7
Total: 325
Ainda segundo a prefeitura, do total de multas aplicadas, 53 foram pagas – corresponde a R$ 5,3 mil; enquanto 11 infratores optaram por doar cestas básicas de mesmo valor – representa R$ 1,1 mil.
A taxa de ocupação das UTIs no SUS municipal destinadas a pacientes com Covid-19 chega a 73,4%. O Executivo garante que o índice geral [redes pública e particular] segue estável, mas, em contrapartida, explica que novos leitos estão sendo cadastrados junto ao Ministério da Saúde.
Outras ações e ‘colaboração’
A administração municipal destaca que a Guarda, desde o início da pandemia, também tem atuado para garantir apoio durante as fiscalizações de rotina da Vigilância Sanitária e outras ações do Estado. Entre elas, informa nota, estão 1.580 vistorias, 133 autuações e interdições de 25 estabelecimentos comerciais por descumprimento de medidas ligadas ao combate à epidemia
“Também foi verificado avanço nessas fiscalizações e cada vez mais os comerciantes estão agindo de maneira responsável e se adequando aos protocolos sanitários”, diz texto.
O prefeito, durante a live desta tarde, também destacou que a corporação recolheu 223 veículos ao longo de 2,7 mil ocorrências, por meio da aplicação da “Lei do Pancadão” – que proíbe a circulação de veículos com som alto, em virtude da perturbação de sossego – e que pelo menos 440 casos de festas clandestinas foram contabilizados na metrópole, sobretudo em áreas de chácaras.
“Precisamos realmente da colaboração da população”, falou Jonas sobre a necessidade de manutenção das medidas preventivas contra a Covid-19.
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