Cálculo considera as despesas contratadas informadas ao TSE e o número de votos de cada prefeito eleito, em primeiro turno, nas 30 cidades da área de cobertura do G1 Campinas. Eleitores adotaram medidas de proteção contra a Covid-19
Thomaz Marostegan/G1
O “custo do voto” dos 30 prefeitos eleitos na área de cobertura do G1 Campinas durante o 1º turno das eleições varia de R$ 0,29 a R$ 41,16, segundo levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até esta quarta-feira (18). O cálculo considera o resultado da divisão do valor das despesas contratadas pelo total de votos de cada político vencedor nas urnas, no domingo.
O maior gasto por voto foi de Edson Rodrigo (DEM), reeleito em Monte Alegre do Sul; e o menor foi de Paulo Silva (PDT), eleito em Mogi Mirim. O primeiro custa quase 142 vezes mais do que o segundo.
Considerando-se todos estes municípios, pelo menos R$ 4,29 milhões foram aplicados pelos candidatos eleitos. Juntos, eles totalizaram 485.581 votos e a média “de custo do voto” é de R$ 8,84.
Limite de gastos
O valor máximo para gasto de campanha em cada município foi definidos pela Justiça Eleitoral, de acordo com o número de eleitores na cidade. Veja aqui detalhes sobre o teto.
Quem mais podia gastar era Du Cazellato (PL), reeleito em Paulínia. O limite dele era de R$ 3,3 milhões; ele teve a campanha mais cara e aplicou 22,2% do limite, o equivalente a R$ 747, 9 mil.
A campanha mais barata foi de Neguinho (PODE), eleito em Santo Antônio do Jardim, que custou R$ 3,6 mil. A homologação do resultado das urnas, mas ainda depende da Justiça Eleitoral, uma vez que teve candidatura contestada. A cidade e mais 14 estão na lista das que foram obrigadas a aplicar teto mais baixo para disputa ao cargo máximo do Executivo: Estiva Gerbi, Lindoia, Louveira, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Santo Antônio de Posse, Serra Negra, Socorro, Tuiuti e Vinhedo.
Embora fosse candidato único e precisasse de apenas um voto válido para ser reeleito em Pedra Bela, Alvaro de Lima (PSDB) aplicou R$ 6,95 mil durante a campanha.
Campinas
Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL) vão decidir em 2º turno, no próximo dia 29, quem será o prefeito de Campinas pelos próximos quatro anos. Na campanha do 1º turno, eles poderiam gastar até R$ 5 milhões e dados atualizados pelo TSE, até esta quarta, indicam o seguinte “custo do voto”:
Os candidatos Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL), de Campinas (SP)
Reprodução / TSE
Prazo para atualizações
Segundo a Justiça Eleitoral, as prestações de contas finais de todos os candidatos e partidos políticos, referentes ao primeiro turno, devem ser feitas até o 30º dia posterior à realização das eleições.
No caso de municípios com segundo turno, elas podem ser feitas até o 20º dia posterior à realização, com apresentação das movimentações financeiras referentes aos dois turnos.
A diplomação dos candidatos eleitos em todo país deve ocorrer até 18 de dezembro, diz o TSE.
Veja abaixo resultados do 1º turno
Águas de Lindóia
Americana
Amparo
Artur Nogueira
Campinas
Espírito Santo do Pinhal
Estiva Gerbi
Holambra
Hortolândia
Indaiatuba
Itapira
Jaguariúna
Lindóia
Louveira
Mogi Guaçu
Mogi Mirim
Monte Alegre do Sul
Monte Mor
Morungaba
Paulínia
Pedra Bela
Pedreira
Pinhalzinho
Santo Antônio de Posse
Santo Antônio do Jardim
Serra Negra
Socorro
Sumaré
Tuiuti
Valinhos
Vinhedo
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