Por causa das finais da Copa Libertadores e do jogo da Seleção Brasileira contra a Argentina marcado para dia 5 de setembro em São Paulo, governador começou a sofrer pressão para adiantar a volta dos torcedores às arquibancadas antes de novembro, data já prevista. O governador de São Paulo, João Doria, durante reunião virtual do Comitê Empresarial Solidário nesta quarta-feira, 11 de Agosto, no Palácio dos Bandeirantes
Secom/GESP
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (11) que não vai adiantar a data para volta dos públicos aos estádios do estado, fixado para 1 de novembro.
Por causa das finais da Copa Libertadores e do jogo das Seleção Brasileira contra a Argentina marcado para dia 5 de setembro em São Paulo, o governador começou a sofrer pressão para adiantar a volta dos torcedores às arquibancadas antes da data prevista e anunciada a semana passada pelo próprio governo paulista.
“Não haverá antecipação de público, de liberação de público para os estádios de futebol, fora do prazo que já foi orientado. E tão pouco para o jogo agora de setembro, não haverá presença de torcida no estádio onde a seleção vai se apresentar”, declarou o governador paulista durante a manhã.
Em 11 de julho, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou a liberação de público em estádio a partir das oitavas de final da Libertadores e da Copa Sul-Americana, que tem presença de clubes brasileiros.
Segundo a entidade, para que isto aconteça, as cidades-sede das partidas terão que fazer a liberação de acordo com os protocolos sanitários locais.
O retorno gradual aos estádio nas competições sul-americanas começou na final da Copa América, vencida pela Argentina no Maracanã, que recebeu um público de aproximadamente 1,6 mil torcedores, após a liberação da Prefeitura do Rio de Janeiro.
A Prefeitura do Rio havia liberado a volta gradual aos estádio em setembro, mas nesta segunda (10) voltou atrás na decisão por causa do aumento de casos de COvid-19 na cidade e também do alastramento da variante delta do coronavírus na capital fluminense.
Retorno aos eventos em SP
Governo de SP anuncia volta de torcida a estádios a partir de 1 de novembro
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Na quarta-feira (4), o governo de São Paulo anunciou que a partir de 17 de agosto, eventos sociais, museus e feiras corporativas, com controle de público, estarão liberados no estado, desde que não gerem aglomerações e que sigam os protocolos de saúde e higiene. Nessa data, cairá a restrição de horário e de público.
Não houve detalhamento sobre qual tipo de evento social estará liberado.
“O grande salto do dia 17 de agosto é a retirada da restrição de horário, porque isso vai permitir que restaurantes funcionem, que eventos sociais sejam planejados, que as pessoas possam celebrar, que os donos desses tipos de estabelecimentos possam ter planejamento de seus negócios, mas com segurança”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.
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Shows com público em pé, torcidas e pistas de danças continuam proibidos até 1º de novembro, quando 90% dos adultos devem ter sido completamente vacinados. Nesta data, segundo o governo, todos os eventos estarão liberados no estado.
Regras do governo de SP para volta dos eventos em 17 de agosto
Reprodução/GESP
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“Os eventos passam a ser permitidos em um modelo onde não há restrição de ocupação , mas permanece a restrição de distanciamento. Então, o cálculo de ocupação precisa ser realizado, porque não pode haver aglomeração, e as pessoas precisam estar distanciadas. O uso de máscaras permanece”, disse Patrícia Ellen.
“Todos os eventos que geram aglomerações não estão liberados, ou mesmo risco de aglomerações”, completou a secretária.
Os protocolos estabelecidos pelo governo paulista para o funcionamento desses eventos são:
Uso obrigatório de máscara em qualquer ambiente;
Distanciamento de 1 metro e veto de aglomerações de qualquer natureza;
Respeito aos protocolos de higiene;
100% da população adulta com acesso à 1ª dose da vacina.
Jamal Suleiman, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, destacou em entrevista à TV Globo a importância de manter o distanciamento mesmo em locais como restaurantes e bares. “Em restaurantes, bares, não tem como você comer de mascara, né? Mas você pode intercalar o uso da máscara, enquanto você não estiver comendo, você pode estar de máscara. Não é preciso aglomerar nesses lugares, dá para você ficar num distanciamento.”
E emendou: “Se você tem dúvida, não vá. A forma mais segura de você, principalmente você que não recebeu as duas doses do imunizante, a forma mais segura de não se expor é não indo, então se você pode esperar, não precisa ir porque foi autorizado a flexibilização. Você pode e deve continuar mantendo esses cuidados”.
A microbiologista Natalia Pasternak destacou, em entrevista à TV Globo, que há ainda um caminho a perseguir mesmo com o avanço da cobertura vacinal. “A nossa vacinação está caminhando bem, mas ainda tem um longo caminho para perseguir. E durante esse caminho é preciso observar também as medidas preventivas. Tudo é necessário para que junto com a vacinação se consiga mitigar a pandemia.”
Avanço de casos na capital
O número de casos de Covid-19 teve um leve aumento na última semana na cidade de São Paulo e acendeu um alerta para as autoridades de saúde sobre um possível efeito da circulação da variante delta do coronavírus.
As mortes e internações continuam em queda, mas os novos casos foram de 9.688 confirmados na semana de 25 a 31 de julho, contra 9.512 casos na semana anterior, de 18 a 24 de julho, o que a prefeitura considera estabilidade.
Segundo o secretário da Saúde, Edson Aparecido, este leve aumento no número de casos notificados na última semana epidemiológica pode ser reflexo da variante delta ou da maior circulação de outros vírus respiratórios durante a frente fria.
O avanço da variante delta pelo mundo já provocou o endurecimento das restrições sanitárias em diversos países. No estado de São Paulo, no entanto, foram anunciadas novas flexibilizações das regras nesta quarta-feira (4).
Segundo documentos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a variante Delta do coronavírus é tão contagiosa quanto a catapora, e provavelmente provoca sintomas mais sérios do que as variantes anteriores.
* Com supervisão de Cíntia Acayaba
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