Percentual nos 20 municípios de Região Metropolitana de Campinas ficou em 25,2% neste ano. Nas eleições de 2016, índice de eleitores ausentes era de 18,5%. Colégio Liceu Salesiano, em Campinas: eleições 2020 tiveram aumento de abstenção
Thomaz Marostegan/G1
A abstenção no primeiro turno das eleições de 2020 foi 45% maior do que no pleito de 2016 na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Juntas, as 20 cidades somaram 641.371 eleitores faltantes neste ano, contra 442.237 há quatro anos.
Percentualmente, 25,2% dos eleitores da região deixaram de ir às urnas neste domingo (15). O índice de 2016 foi de 18,5%.
Os dados do G1, baseados na apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram ainda que todas as cidades apresentaram crescimento de eleitores faltantes, com destaque para Campinas, que atingiu 30,84%. Foram 260.149 ausentes em 2020 e, em 2016, o número ficou em 185.979.
Além da metrópole, outro município que superou os 30% de abstenção foi Valinhos, com 30,07% — 28 mil deixaram de comparecer.
Cientistas políticos ouvidos pelo G1 Política na véspera do pleito analisaram a abstenção cresceria apesar do aumento do número de eleitores. Um dos motivos apontados foi o descrédito dos políticos e outro, o principal, a pandemia de coronavírus.
Segundo o cientista político Leonardo Barreto, diretor da Vector Análise, as campanhas eleitorais foram prejudicadas pela pandemia. A diminuição do número de debates e o esfriamento do clima político também são fatores apontados para ausência nas urnas neste ano.
Abstenção maior que voto em prefeita eleita
Valinhos elegeu Capitã Lucimara (PSD) como nova prefeita com 22,64% dos votos válidos, o que representa 12.494 eleitores. A abstenção da cidade foi de 30,07%, ou seja, 28.020 ausentes.
Já em Pedreira, 27,9% dos eleitores deixaram de ir às urnas. O percentual também foi expressivo em Vinhedo (27,76%), Sumaré (27,61%), Monte Mor (27,03%), Indaiatuba (27,11%) e Cosmópolis (27,28%).
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