Cerca de 40% da madeira ilegal desmatada da Amazônia passa pelas estradas paulistas, segundo o governo do estado. A força-tarefa começa a atuar ainda essa semana e, segundo o diretor do Procon, impedindo que ela seja embarcada para o exterior. Grupo também vai distribuir selo de ‘Compromisso Ambiental’ para empresas que atuam dentro da lei. João Doria e os secretários de governo de SP participam de coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 11 de agosto, em São Paulo
Patrícia Figueiredo/G1
O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (11) a criação de uma força-tarefa para combater o transporte, a compra e a venda de madeira nativa ilegal no estado.
Segundo o governador João Doria (PSDB), a força-tarefa contará com a criação de um braço ambiental do Procon, denominado Procon Ambiental, que vai atuar na fiscalização ao lado da Polícia Militar Ambiental e da secretaria estadual de Meio Ambiente para vistoriar nos comércios de venda de madeira, especialmente a de origem amazônica.
“O objetivo é verificar a legalidade da procedência e coibir crimes ambientais em São Paulo”, afirmou Doria.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Marcos Penido, o braço ambiental do órgão vai trabalhar também na criação de cursos de conscientização do consumo de madeira legal, além de distribuição de um selo estadual de ‘Compromisso Ambiental’ para empresas que trabalham com comércio de madeira dentro da lei.
“[A parceria com o Procon é feita] no sentido de atuarmos em duas frentes: o combate ao comércio ilegal de madeira, fazer com que, definitivamente, só tenha valor a madeira em pé, não a tombada e, com isso, combatermos, o mercado e o comércio ilegal. Segundo, valorizar e premiar as empresas e associações responsáveis que fazem a gestão adequada de resíduos sólidos, que também é um tema extremamente ligado à qualidade de vida, o Meio Ambiente e à Saúde”, afirmou Penido.
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O diretor-geral do Procon, Fernando Capez, afirmou que a força-tarefa começa a trabalha já nesta semana no estado.
“Cerca de 40% da madeira ilegal desmatada da Amazônia passa pelas estradas do estado de SP e são revendidas aqui por distribuidores, o que demanda sim uma força-tarefa. A força-tarefa vai começar a atuar ainda nesta semana fazendo grandes operações e realizando autuações e apreensão dessa madeira”, informou.
De acordo com Capez, a madeira ilegal da Amazônia que chega ao estado de SP é revendida em pontos de distribuição clandestinos e também segue, normalmente, até o Porto de Santos para ser embarcada ilegalmente para a Europa, Estados Unidos. A força-tarefa quer interceptar essa carga antes que ela saia do país.
“Nosso objetivo é fazer com que a madeira não chegue no Porto de Santos a ponto de ser embarcada e ser exportada, que ela não chegue em outros países. Também estamos abertos a discutir – com outros países que tenham interesse – em relação ao nosso manual de identificação, da forma de identificar a madeira, com toda expertise que estamos fazendo nesse combate para que isso possa ser também copiado e utilizado em outros países”, afirmou Marcos Penido.
“A Polícia Ambiental, que tem vários pontos já mapeados, juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente e o Procon. Vamos atuar apreendendo carga, multando, interditando estabelecimento para que, depois, ocorra a persecução penal e eles sejam processados criminalmente”, disse Fernando Capez, do Procon-SP.
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