Equipe do Centro de Contingência com 21 integrantes será reduzida para 7. Anúncio ocorre no momento em que há encerramento das restrições de horário do comércio iniciadas em março de 2020 para conter a pandemia. Sem limite de público ou horário a partir de amanhã (17/08)
O governo do estado de São Paulo decidiu desmobilizar o Centro de Contingência para o Coronavírus criado em março de 2020 e que ajudava o governo nas decisões políticas e sanitárias durante a pandemia de Covid-19.
A redução das atividades do Centro ocorre no momento em que há o fim das medidas de restrição de horários e público no estado de São Paulo nesta terça-feira (17), após um ano e 5 meses de pandemia.
O centro tem atualmente 21 membros, entre cientistas e médicos. Na última sexta-feira (13), uma reunião consolidou a redução do grupo para apenas 7 membros, que ficarão apoiando o governador, João Doria (PSDB).
A GloboNews apurou que os 7 membros que permanecerão no centro de contingência são:
1- João Gabbardo
2- Paulo Menezes
3-José Medina
4 – Geraldo Reple
5-David Uip
6-Carlos Carvalho
7- Luiz Carlos Pereira
O comitê de especialistas se reúne sempre às terças-feiras. O encontro dessa terça (17) já ocorrerá apenas com a presença dos 7 e não dos 21.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde agradeceu o trabalho dos membros que contribuíram, de forma gratuita, segundo o governo, para o combate à doença e disse que a decisão decorre da redução no número de casos e mortes pela doença no estado.
“O Governo do Estado de São Paulo agradece e enaltece o trabalho dos 21 membros do Centro de Contingência de COVID-19 que contribuíram de forma pró-bono desde o início da pandemia para o combate à doença, sempre com base na Saúde e na Ciência para adoção das melhores práticas preventivas e assistenciais para salvar vidas. O Estado foi pioneiro na constituição de um grupo do tipo no Brasil, criado inclusive dez meses antes dos Estados Unidos pelo governo do democrata Joe Biden”, disse o governo em nota.
“Frente à queda de casos, internações e mortes pela doença, neste novo contexto epidemiológico, estes especialistas que atuam em hospitais e na Academia têm diante de si outras demandas também fundamentais para assistir a população e contribuir com a Medicina brasileira e internacional. Assim, atendendo também às necessidades dos integrantes, o grupo técnico de apoio ao Estado será mantido com sete profissionais, o que não representa demérito aos demais. Todos permanecem em contato com o Governo e agradeceram ao Governador e aos membros do colegiado, reconhecendo a importância do trabalho conjunto nesta missão coletiva.”, salientou o governo.
“Importante informar que o Governador João Doria delegou aos especialistas a escolha dos sete profissionais que continuam a integrar o grupo”, finaliza a nota.
Liberação de horários de comércio
Também a partir desta terça entra em vigor o fim das restrições de horário para comércio e serviços no estado. A liberação foi autorizada antes que a maioria da população estivesse imunizada com as duas doses da vacina contra a Covid-19 e com indicadores da pandemia ainda fora de controle. Além disso, há a preocupação com o avanço da variante delta do coronavírus no país.
A partir desta terça, estabelecimentos comerciais e serviços de todos os setores econômicos não terão mais limite de horário e nem de capacidade de ocupação de público. Há apenas a recomendação para que aglomerações sejam evitadas e o uso da máscara continua obrigatório.
Também serão liberados os eventos sociais, culturais e as feiras corporativas com controle de público. Continuam proibidos apenas shows com público em pé, pistas de dança e torcida em estádios de futebol, que devem ser autorizados em 1º de novembro.
Anteriormente, o governo chegou a dizer que os eventos só seriam liberados no estado após o resultado de testes controlados, realizados até o fim do ano em parceria com a gestão estadual. Mas o governo voltou atrás desta orientação.
Embora as flexibilizações estejam autorizadas para todos os 645 municípios do estado, seis cidades do ABC Paulista decidiram manter regras mais rígidas por medo de aumento de contaminações.
Restaurante em funcionamento neste domingo (15) em Campinas, no interior de São Paulo.
LEANDRO FERREIRA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Veja abaixo perguntas e respostas sobre as novas regras da quarentena em SP:
O que volta a funcionar sem restrição de horário?
Restaurantes, bares, cafés e lanchonetes;
Lojas, shoppings, galerias e outros comércios não essenciais;
Salões de beleza, barbearias e clínicas de estética;
Museus, cinemas, teatros e shows com público sentado;
Academias de ginástica, clubes e centros esportivos.
Serviços essenciais como supermercados, postos de gasolina, bancos e farmácias já estavam autorizados a operar em qualquer horário.
O que continua proibido?
Shows com público em pé;
Pistas de dança;
Torcida em estádios.
Parques estão liberados?
Sim. Os parques urbanos estaduais e unidades de conservação voltaram a funcionar em tempo integral em 1º de agosto. Cada parque tem um horário de funcionamento, e as informações de abertura e fechamento podem ser consultadas no site da Secretaria do Meio Ambiente.
O uso da máscara ainda é obrigatório?
Sim. O uso da máscara continua sendo obrigatório no estado de São Paulo em todos os ambientes. A gestão estadual também recomenda que o distanciamento social e os protocolos de higiene sejam mantidos.
É permitido circular à noite?
Sim. A restrição de circulação noturna (“toque de restrição”), que valia das 23h às 5h, foi suspensa em 1º de agosto em todo o estado. Com isso, a Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio noturno de veículos e voltou ao modelo tradicional.
A nova flexibilização vale para todo o estado?
Sim. A liberação total do comércio está autorizada para todos os 645 municípios do estado, mas as prefeituras têm autonomia para decidir adotar medidas mais duras.
Seis cidades do ABC Paulista decidiram manter a ocupação dos estabelecimentos em 80% e o horário de funcionamento até a meia-noite.
Representantes do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC chegaram a pedir para que a capital paulista também mantivesse parte das restrições, mas o prefeito Ricardo Nunes (MDB) seguirá a liberação do estado, assim como São Caetano do Sul.
A população já está imunizada?
Não completamente. De acordo com o Vacinômetro, 91% dos adultos com mais de 18 anos já foram imunizados com a primeira dose no estado até esta segunda (16). Mas a aplicação da segunda dose ou da dose única atingiu apenas 28,2% da população adulta. Os adolescentes de 17 a 12 anos devem começar a receber as doses a partir de quarta-feira (18).
Para que a proteção seja eficaz, é necessário que o esquema vacinal esteja completo para um grande percentual da população. Mesmo após receber as duas doses, especialistas recomendam que uso de máscara e distanciamento sejam mantidos até que a transmissão do vírus caia consideravelmente.
A pandemia acabou?
Não. Os indicadores de saúde como internações, casos e mortes estão bem menores do que os observados no colapso de março e abril, pior momento da pandemia. No entanto, os números ainda são altos, semelhantes aos verificados no pico da primeira onda da doença, em julho de 2020.
Na semana passada, as médias de novas mortes e novas internações pararam de cair e entraram em estabilidade, o que acende alerta sobre possível aumento na sequência.
Nesta segunda-feira, a média diária de mortes é de 257, valor 4% maior do que o registrado há 14 dias, o que indica tendência de estabilidade. A média de novos casos diários é de 7.325.
Quais foram as principais mudanças feitas na quarentena em SP?
Em 2020, o governo estadual criou o Plano São Paulo, para regulamentar as regras da quarentena em cada região. Desde sua criação, o plano foi alvo de uma série de alterações.
O governo mudou diversas vezes o que podia ou não funcionar em cada fase e também os indicadores de saúde necessários para a classificação das regiões.
Desde 18 de abril, todo o estado de São Paulo entrou na chamada “fase de transição”, e os critérios do plano foram abandonados. Esta fase foi criada para representar uma etapa transitória da fase emergencial, a mais rigorosa da quarentena, mas se tornou permanente.
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