Na capital paulista, 963 pacientes estão internados em UTIs, em leitos de hospitais municipais e alugados pela Prefeitura na rede particular. Cientistas da USP e Unesp apontam elevação na taxa de transmissão do vírus no estado. O número de pacientes internados com Covid-19 na cidade de São Paulo cresceu e a taxa de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na rede municipal chegou a 49%. Há um mês, esse índice era de 35%.
Na capital paulista, 963 pacientes estão internados em UTIs, em leitos de hospitais municipais e alugados pela Prefeitura na rede particular.
A taxa de transmissão da doença também está crescendo. Na cidade de São Paulo, esta taxa está hoje em 1,53, segundo pesquisadores da USP e da Unesp, que acompanham a evolução da epidemia. Esse dado indica que cada 100 pessoas podem contaminar mais 153. No início de novembro, a curva de contágio era de 1, que é o valor limite aceitável.
No Brasil, a taxa de transmissão está em 1,30 e é a maior desde maio, aponta monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido.
Para o infectologista João Prats, o aumento na ocupação de UTIs é preocupante. “São leitos muito valiosos e que requerem muitos recursos e com alta complexidade”.
A mãe de Mariany Freitas, Sônia Freitas, de 51 anos, está internada em estado grave na UTI do Hospital Municipal Sorocabana. Mesmo tendo feito o teste de Covid há 5 dias, o resultado ainda não saiu. “Eles falam que está superlotado. Que têm muitos casos e acaba enchendo lá para eles poderem fazer, para ter certeza se é. Então, está demorando demais”, disse Mariany.
As internações no estado também voltaram a crescer na última semana, segundo dados oficiais da Secretaria da Saúde. Houve um aumento de 17% nas internações entre os dias 15 e 21 de novembro, após aumento de 18% na semana anterior, de 8 a 14 de novembro. Os dados mostram, portanto, que as internações crescem mesmo na comparação com uma semana em que já ocorria alta.
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