Filho da vítima, de 8 meses, precisou ser internado com ferimentos graves. Mulher é suspeita de ter deixado a filha de 15 anos dirigir. Luana foi atropelada por uma van e morreu no local, em Mogi das Cruzes.
Rebeca Teles dos Santos Moura
A Justiça concedeu liberdade provisória à mulher de 40 anos envolvida no atropelamento da jovem Luana dos Santos Landim, na última sexta-feira (6), em Mogi das Cruzes. Segundo a polícia, a mulher permitiu que a filha de 15 anos dirigisse e a jovem atropelou e matou a vítima, de 24 anos, que estava com o filho de 8 meses no colo. O bebê ficou ferido e foi internado em estado grave.
A adolescente de 15 anos foi apreendida. Segundo o boletim de ocorrência, ela estava na direção do veículo no momento do acidente. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que processo dela tramita em segredo por se tratar de menor de idade.
O G1 procura pela defesa de Graciele Bibiano. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, nenhum advogado se apresentou no dia do registro.
Mãe e filha são detidas por suspeita de participar do atropelamento de jovem e bebê, em Mogi
Apesar da liberdade provisória, o TJ informou que Graciele deve comparecer aos demais atos do processo, além de se apresentar em juízo mensalmente, para informar e justificar atividades. Ela não pode sair da cidade sem autorização prévia.
A suspeita também deverá permanecer em casa no período noturno, a partir das 19h, e nos dias de folga. Foi estipulado o pagamento de fiança no valor de 20 salários mínimos. A Justiça informou que o não cumprimento pode resultar na revogação do benefício.
O caso
O atropelamento foi na Rua Treze, no Conjunto Jefferson. Uma equipe do Corpo de Bombeiros apurou que Luana estava sentada na calçada, com o filho no colo, quando uma van perdeu o controle e atropelou os dois. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e constatou o óbito da jovem. O filho dela foi levado ao Hospital Luzia de Pinho Melo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), populares disseram à polícia que o veículo pertencia a uma mulher que morava na rua do acidente. Ao ser questionada pela Polícia Militar, ela teria dito que estava dirigindo e que, em determinado momento, permitiu que sua filha assumisse a direção da van. A adolescente teria ficado nervosa, trocando o freio pelo acelerador, causando o acidente.
A mulher então pediu que algumas pessoas que estavam ao redor ligassem pedindo socorro para as vítimas. A SSP informou ainda que o local permaneceu preservado até a chegada de uma equipe da Polícia Científica, responsável pela perícia. As duas envolvidas foram conduzidas à Central de Polícia Judiciária, onde a ocorrência foi formalmente apresentada.
O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal culposos na direção de veículo automotor. A mãe ainda foi indiciada por permitir direção de veículo automotor a pessoa não habilitada.
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