Segundo a prefeitura, exame de um morador foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz. Cidade é a segunda do centro-oeste paulista a registrar essa variante. Variante delta desafia controle da pandemia no mundo
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A Prefeitura de Marília (SP) informou na tarde desta sexta-feira (13) o registro do primeiro caso da variante delta do coronavírus na cidade.
A confirmação foi feita por exame do Instituto Adolfo Lutz no exame de um morador, que não teve a identidade e idade divulgadas. A prefeitura também não informou o estado de saúde do paciente.
Com a confirmação, Marília se torna a segunda cidade do centro-oeste paulista a registrar caso da variante delta – a primeira foi Ibirarema, que confirmou dois casos na última segunda-feira (9). Até então, a região só registrava, desde março, a ocorrência de outras variantes do coronavírus.
A prefeitura de Marília reforçou o alerta para que toda a população reforce as medidas de proteção como forma de evitar uma eventual terceira onda, já que a capacidade de transmissão por essa variante é maior.
A prefeitura também admite eventual impacto nas medidas de flexibilização das atividades se houver “um agravamento do quadro epidemiológico”.
Consultada pelo G1, a Secretaria Estadual da Saúde informou em nota que o caso de Marília ainda figura nos registros do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) na condição de “caso em investigação”.
Ainda segundo a nota, a CVE aponta no estado 228 casos da variante delta, sendo 43 casos autóctones, dez casos importados e 175 confirmações em fase de investigação epidemiológica. Dentre esses últimos, Ourinhos também aparece com um caso de variante delta “em investigação”.
Mais transmissível
Estudos recentes vêm apontando que essa nova versão do coronavírus é muito mais transmissível, mas um relatório interno vazado do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), órgão ligado ao Departamento de Saúde dos EUA, chegou a novas constatações que preocupam as autoridades de saúde em todo o mundo.
O documento mostrou que a delta se espalha muito mais rápido, tem maior probabilidade de infectar vacinados e pode desencadear doenças mais graves nos não vacinados em comparação com todas as outras variantes de coronavírus conhecidas.
Sintomas da variante delta
Arte BBC
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