João Gabriel de Jesus da Silva, de 18 anos, morreu após ser atropelado no dia 1º de agosto na SP-79, em Itu (SP); motorista fugiu sem prestar socorro e foi identificado oito dias após acidente. Homem prestou depoimento na tarde desta terça-feira à Polícia Civil. O skatista João Gabriel, de 18 anos, morreu após ser atropelado em Itu.
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O motorista que fugiu após atropelar o jovem João Gabriel de Jesus da Silva, de 18 anos, se apresentou na delegacia de Itu (SP), na tarde desta quarta-feira (11), acompanhado do advogado. O condutor foi identificado pela Polícia Civil e Guarda Municipal oito dias após o acidente.
De acordo com o delegado José Moreira, o homem será indiciado por homicídio culposo com agravante de omissão de socorro e também por deixar o local do acidente para não ser identificado.
Ainda de acordo com o delegado, a equipe de investigação segue ouvindo testemunhas e reunindo provas sobre o acidente. O carro usado no atropelamento foi reconhecido por testemunhas ouvidas pelos investigadores.
Morte
Motorista que atropelou e matou skatista em Itu é identificado pela polícia
Segundo o boletim de ocorrência, o atropelamento ocorreu na esquina da Rua Antônio de Toledo Piza de Almeida com a SP-79 na noite do dia 1º de agosto.
Um amigo da vítima relatou que os dois andavam de skate na faixa de aceleração, quando João Gabriel foi atingido por um carro, que fugiu sentido Salto sem prestar os primeiros socorros.
João Gabriel foi levado ao Hospital São Camilo, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi enterrado no cemitério municipal de Salto (SP) no dia 2 de agosto.
O motorista do veículo foi identificado pela Polícia Civil e Setor de inteligência da Guarda Civil Municipal na segunda-feira (9). Segundo apurado pelo G1, o carro do suspeito foi apreendido em uma funilaria, onde passava por reparos ocasionados pelo atropelamento.
Carro usado por motorista em atropelamento que matou skatista em Itu foi apreendido.
Arquivo Pessoal
‘Meu menino ficou agonizando’
Em entrevista ao G1, Luis Carlos da Silva, pai do skatista, afirmou que se o motorista não tivesse fugido e prestado socorro, o filho poderia ter sobrevivido.
“Sei que isso não vai trazer o meu filho de volta, mas não quero que ele faça com outra pessoa o que fez com o meu filho. Ele não prestou socorro e o meu menino ficou agonizando, sabe-se lá Deus por quanto tempo”, disse Luis Carlos da Silva.
“Um acidente pode acontecer, mas a pessoa deveria ter empatia e socorrer. Imagina se fosse a mãe desse rapaz? O que ela sentiria? Ele deveria ter chamado o socorro, poderia ter até salvo a vida do meu filho com esta atitude”.
Pai de João Gabriel pede justiça após filho ser atropelado em rodovia de Itu.
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