Situação se agravou mais nas regiões do M´Boi Mirim, Butantã e São Mateus, segundo estudo geológico feito pela Prefeitura com base em dados dos últimos 10 anos. Em 11 anos, áreas de risco da capital aumentaram 20%
Um mapeamento feito pela Defesa Civil mostra que a quantidade de moradias em áreas de risco na capital paulista aumentou 20% nos últimos 11 anos, passando de 407 a 490. A maior parte dessas moradias está perto de córregos e em áreas de proteção ambiental.
Os dados constam de um estudo de risco geológico feito pelo órgão municipal que mostra que a situação se agravou mais na regiões do M´Boi Mirim, na Zona Sul da capital, no Butantã, na Zona Oeste, e em São Mateus, na Zona Leste da cidade.
Foi na região de M’Boi Mirim que os técnicos da prefeitura identificaram o maior número de áreas de risco na capital.
Segundo a defesa civil, o aumento das áreas de risco na cidade se deu principalmente nas margens de córregos e em áreas de proteção ambiental. Apesar desse crescimento, o relatório concluiu que o grau de risco de incidentes na cidade diminuiu em relação a 2010 por causa de obras que melhoraram a infraestrutura.
“Novas áreas foram ocupadas. É o processo natural de ocupação da cidade. Novas áreas foram ocupadas de maneira irregular principalmente nas bordas da cidade, então isso levou a um aumento no número das áreas. Por outro lado, o processo de urbanização e adensamento, tanto melhorias feitas pelos próprios moradores que moram nessas áreas quanto obras realizadas pela Prefeitura, foi responsável por reduzir o risco dessas áreas que já estavam identificadas. Nessas áreas, onde teve essa redução do risco, a gente tem uma menor exposição à vulnerabilidade e, por consequência, aumentou a segurança dos moradores”, diz a geóloga da Defesa Civil da capital Camila Duelis Viana.
Na Estrada do M’boi Mirim, casas se amontam perto de córregos, indicando crescimento desordenado na altura do Capão Redondo, na Zona Sul da capital.