Instalação de novas praças de pedágio na região e atendimento 24 horas em delegacias das mulheres também estiverem entre demandas apresentadas no encontro. Audiência para discutir o orçamento estadual ocorreu nesta sexta-feira (13), em Piracicaba
Davi Negri/ Câmara Municipal de Piracicaba
A reivindicação do funcionamento do Hospital Regional de Piracicaba (HRP) com 100% de sua capacidade ganhou destaque nas manifestações de vereadores que participaram da audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para discutir o orçamento paulista de 2022, nesta sexta-feira (13). O encontro foi destinado a demandas locais.
Trata-se da primeira de uma série de 30 audiências públicas que a Alesp promoverá pelo Estado, até o final de setembro, para ouvir as demandas de cada região. A peça orçamentária elaborada pelo governo paulista prevê arrecadação de R$ 246 bilhões no próximo ano, com possibilidade de superávit.
Presidente da Câmara de Piracicaba, Gilmar Rotta (CID) classificou como “importantíssimo” o orçamento estadual contemplar “aporte financeiro a mais” ao Hospital Regional para que opere em sua capacidade total. “Hoje ele está atendendo só pacientes com Covid. Outros problemas de saúde, que estão sendo atendidos somente em urgência e emergência, e casos eletivos vão começar a surgir e aí vai ter uma busca enorme da população por causa dessas doenças que foram represadas para dar prioridade à pandemia.”
Rai de Almeida (PT) endossou a defesa para que o Hospital Regional, “que está semiacabado”, opere em sua “plenitude”.
O uso do Hospital Regional para fomentar a formação de profissionais da saúde foi sugerido por Acácio Godoy (PP). “Diante da dificuldade imensa que tivemos de reposição da mão de obra na saúde, temos um Hospital Regional que, a meu ver, está preparado para virar um hospital-escola”, propôs, observando que a viabilização da medida dependeria “de um grande esforço econômico e de vontade política”.
O deputado estadual Alex de Madureira (PSD) apontou a necessidade de cobrar do Executivo paulista “o compromisso do vice-governador de que o Hospital Regional, fechando-se os leitos de Covid, iria passar para 100% de sua capacidade”.
A última divulgação de aberturas de leitos no HRP ocorreu em março, quando o governo estadual informou a implantação de dez novas vagas para casos de Covid-19.
À época, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que o hospital passou a contar com 62 leitos exclusivos para pacientes com coronavírus – 40 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 22 de enfermaria.
Pedágios
Rotta reforçou críticas ao governo paulista pela instalação de três praças de pedágio no entorno da cidade e elencou decisões contra a medida já tomada pelo Parlamento Regional do Aglomerado Urbano de Piracicaba (Praup), do qual ele também é o líder.
Praça de pedágio entre São Pedro e Piracicaba
Reprodução/ EPTV
Paulo Campos (PODE) destacou os esforços feitos contra os pedágios no entorno da cidade. “Um ano e meio atrás, participamos de algumas audiências na Artesp lutando pela não instalação. Agora, fala-se em reajuste contratual. Não dá para aceitar uma situação dessa natureza”, criticou.
Entre outras solicitações apresentadas, Rai cobrou investimentos em políticas voltadas às mulheres. “É alarmante o aumento da violência doméstica, física e psicológica contra a mulher no Estado. Precisamos que as Delegacias da Mulher sejam 24 horas e de segunda a domingo. Os crimes cometidos não se dão apenas das 8h às 17h; eles acontecem especialmente à noite, quando as mulheres estão com seus agressores, e nos fins de semana”, justificou.
Segundo Madureira, o relatório finalizado do orçamento chega à Assembleia em 30 de setembro. Após essa data, começam as discussões e o período de colocação de emendas, em que pode-se solicitar alterações no relatório.
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