No início de junho, jovens de 20 a 29 anos eram responsáveis por 13,6% dos contaminados. Em 20 de novembro, este índice subiu para 17,1%. Cresce a participação de jovens no total de casos de Covid-19 em São Paulo
A participação de jovens no total de casos de Covid-19 em São Paulo cresceu 25,7%, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. No início de junho, jovens de 20 a 29 anos eram responsáveis por 13,6% dos contaminados. Em 20 de novembro, este índice subiu para 17,1%.
Esta é a terceira faixa com o maior número de casos, atrás de pessoas de 30 a 39 anos (23,6%) e 40 a 49 anos (20,5%). Juntas, as três representam mais de 60% dos infectados. No entanto, a maior mortalidade se concentra nas pessoas com mais de 60 anos.
O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, João Gabbardo, disse que os jovens podem estar colaborando para a disseminação da doença e o aumento de internações nos hospitais da capital paulista. Mesmo assintomático, os jovens podem levar o vírus para casa e contaminar pessoas de maior risco, como pais e avós.
“O jovem tem uma tendência a achar que com ele nunca vai acontecer nada, ele não vai ficar doente, ele não vai morrer, ele não enxerga a morte no seu horizonte. Mas ele tem que entender que tem contato com outras pessoas, e que essas pessoas correm risco de ter uma doença de uma forma mais grave, muitas vezes tendo de ir para o hospital, leitos de UTI, e até eventualmente a óbito”, disse.
Participação de jovens no total de casos de Covid-19 em São Paulo cresce 25,7%
Reprodução/Globonews
Baladas clandestinas
Empresários e organizadores de baladas montaram um esquema sofisticado para promoverem festas clandestinas na cidade de São Paulo, com a venda de ingressos pelas redes sociais, divulgação de endereço de ponto de encontro com uma hora de antecedência e uso de vans até as festas, para driblar a fiscalização.
Os eventos são realizados todos os finais de semana e, mesmo proibidos pelas autoridades como prevenção da Covid-19, têm reunido milhares de pessoas e são apontados como alguns dos principais motivos para o aumento das internações pela doença na capital paulista.
A GloboNews investigou como atuam ilegalmente os promoters da noite paulistana, monitorou como ocorre a promoção dos eventos e flagrou neste final de semana o desrespeito às medidas de controle da pandemia, como aglomerações e ausência do uso de máscaras.
“Uma balada, local fechado, portas e janelas fechadas, às vezes com ar condicionado, e que em um metro quadrado tem 3 ou 4 pessoas. Todas elas sem máscaras, uma conversando com a outra, ao som alto, falando muito alto, a possiblidade de gotículas se espalharem pelo ambiente e chegarem às outras pessoas é muito maior. Isso que vai dar a velocidade da transmissão, a proximidade das pessoas”, diz João Gabbardo, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo.
Com uma câmera escondida, de dentro do carro, repórteres também registraram policiais militares na porta de uma casa noturna, todos sem máscara, conversando com seguranças da balada, e que nada fizeram para impedir que ela continuasse.
Em meio à pandemia, festas reúnem até mil pessoas em locais fechados em SP
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