Vítima disse que, após confusão, foi agredida por equipe que fazia a vigilância do lado de fora do estabelecimento na zona sul da cidade no fim de semana. Bar negou envolvimento de funcionários. Homem é espancado em confusão de bar em Ribeirão Preto, SP
A Polícia Civil informou nesta quinta-feira (12) ter solicitado a um bar na zona sul de Ribeirão Preto (SP) informações sobre a equipe de segurança para apurar as circunstâncias do espancamento de um homem em frente ao local no fim de semana.
A vítima relatou ter sido espancada por seis homens do lado de fora do On Bar, no Jardim Irajá, após se envolver em uma briga dentro do estabelecimento entre a noite de domingo (8) e a madrugada de segunda-feira (9). Câmeras de segurança registraram as agressões (veja acima).
O jovem, que chegou a ficar desacordado e foi internado na Santa Casa com ferimentos nos ombros, rosto e costas antes de receber alta, também informou ter perdido objetos como celular, carteira e uma corrente, e disse à polícia que os agressores se identificaram como seguranças do bar.
“Nós aguardamos também o chefe da segurança para ser ouvido, prestar esclarecimentos e oferecer os dados da equipe de segurança para que façamos o monitoramento daqui pra frente”, afirmou o delegado Haroldo Chaud, do 4º Distrito Policial, que investiga o caso.
O estabelecimento, por sua vez, disse que seguranças apenas tentaram separar os envolvidos antes de a polícia ser acionada e negou que algum funcionário ou proprietário tenha participado das agressões.
Homem ficou caído no meio-fio após ser agredido durante confusão em Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
Diligências
A solicitação de informações sobre a equipe de segurança do bar foi confirmada por Chaud durante o cumprimento de um mandado de busca no estabelecimento na tentativa de encontrar objetos pertencentes à vítima.
“A vítima atribui aos seguranças. Então, estou pedindo que a casa forneça os dados da equipe terceirizada, que faz essa segurança, e a equipe, por sua vez, vai nos fornecer as fichas e fotos para eventual reconhecimento por parte da vítima”, disse.
Chaud também afirmou que funcionários do bar disseram ter encontrado o celular caído no chão, negando que ele tenha sido roubado do jovem agredido. Também negaram que tenham ficado com qualquer corrente do jovem.
Eles foram orientados a devolver o aparelho celular na delegacia. “Vamos aguardar na delegacia que esse celular seja devolvido para conferirmos se pertence à vitima e verificarmos se procede subtração ou encontro”, afirmou.
Durante as diligências, equipes da CPFL e da Prefeitura também estiveram no bar para avaliar se o espaço, investigada em outro inquérito por suspeita de descumprimento às normas sanitárias da pandemia, está com as instalações regularizadas.
“Estamos aguardando laudos, posicionamentos e relatórios dos órgãos envolvidos”, afirmou o delegado.
O espancamento
O metalúrgico conta que estava no bar com um amigo e duas amigas. Após uma primeira confusão, ainda dentro do estabelecimento e registrada em vídeos por outros clientes, percebeu que ficou sem a carteira, o celular, a chave do carro e uma corrente.
Quando tentou entrar novamente no bar, foi barrado pelos seguranças e jogado na rua.
Câmeras de seguranças registraram a briga. As imagens mostram o metalúrgico já sem camisa sendo agredido na calçada com vários socos e chutes por ao menos cinco pessoas.
Após sofrer os golpes, ele fica caído sem demonstrar reação no meio-fio da avenida. Na sequência, a gravação mostra uma mulher e dois homens chegando para prestar socorro, enquanto os agressores saem.
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