O atropelamento aconteceu na madrugada de sábado (28), na Av. Prestes Maia, e o motorista Francisco Alberto Teixeira de Sousa, de 36 anos, fugiu do local a pé, deixando o carro no local do acidente. Ele se apresentou nesta terça (31) na delegacia e disse que foi intimidado por outros moradores de rua após a ocorrência. O Mercedez modelo GLA200, envolvido no acidente do sábado (28), no Centro de São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo indiciou nesta terça-feira (31), por homicídio culposo, um comerciante acusado de atropelar e matar um morador de rua na Avenida Prestes Maia, no Centro da capital paulista.
O atropelamento aconteceu na madrugada do sábado (28), por volta de 1h50 e, segundo relatos que constam no Boletim de Ocorrência, o motorista, identificado como Francisco Alberto Teixeira de Sousa, de 36 anos, fugiu do local sem prestar socorro à vítima, que morreu no local.
De acordo com um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que estava no local do acidente, Francisco de Sousa fugiu a pé, pulando a mureta de proteção da via, e deixou o carro no local.
Ao se apresentar nesta terça-feira (31) no 3º Distrito Policial do Bom Retiro, onde foi indiciado, o motorista alegou que, ao sair do carro para ver o estado da vítima, foi abordado por outros três moradores de rua que presenciaram o acidente e o intimidaram.
Ele declarou ao delegado que garoava na hora do acidente e não viu o momento em que o morador de rua surgiu na frente do carro, sem tempo hábil para que ele pudesse frear o veículo, uma Mercedez modelo GLA200, com preço de mercado de mais de R$ 200 mil.
Vidro do carro envolvido no atropelamento de 28 de agosto na Avenida Prestes Maia, no Centro de São Paulo.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), além de homicídio culposo, Francisco foi indiciado também por fuga do local do acidente.
“O autor foi identificado, ouvido e indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente. A equipe busca a identificação da vítima e laudos periciais foram solicitados e serão anexados ao IP assim que finalizados”, disse a secretaria em nota.
O carro estava no nome da mãe de Francisco. Ele possui diversas passagens na polícia por crimes como receptação, porte ilegal de arma, corrupção ativa e embriaguez ao volante e chegou a cumprir pena, saindo da cadeia em julho de 2021.
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