Desde 2 de agosto a Prefeitura de São Paulo permitiu que as escolas voltem a funcionar com 100% de capacidade em esquema de rodízio. Segundo a secretária adjunta da Educação, porém, o espaço físico impede que todos os alunos retornem respeitando o distanciamento entre as carteiras. Falta espaço para retorno de 100% dos alunos nas aulas presenciais da rede municipal da capital
Por falta de espaço para manter o distanciamento de 1 metro de distância entre as carteiras, nenhuma das escolas da rede municipal de ensino de São Paulo está funcionando com 100% da capacidade.
Uma escola no Parque Regina, na Zona Sul da capital, adotou o sistema de rodízio entre as turmas para respeitar os protocolos de proteção contra a Covid-19. Antes da pandemia, o local recebia 33 alunos por sala. No momento, são permitidos 16 alunos por sala, no entanto, só nove cabem no espaço.
Desde 2 de agosto, a prefeitura autorizou que as escolas funcionem com 100% dos alunos frequentando as aulas presencialmente, desde que respeitado o distanciamento.
Visita do secretário de Educação a escola da rede pública de São Paulo
Daniel Guimarães/Secom/EducaçãoSP
As aulas estão funcionando com esquema de rodízio, no entanto, alguns alunos se sentem prejudicados com o sistema. “Quando ficamos em casa é muito difícil de entender o conteúdo de algumas matérias, presencialmente temos mais facilidade”, afirma a aluna Ninna Marina Machado Araújo.
Atualmente, a rede municipal tem mais de 1 milhão de alunos matriculados em creches e escolas. Algumas unidades estão optando por levar carteiras para o refeitório por conta do espaço físico das salas de aula.
“Neste momento, muitas escolas não conseguem atender 100% dos alunos presencialmente, nós temos um percentual muito pequeno de escolas que podem trazer 100% das crianças por conta da metragem da sala. As escolas estão fazendo rodízio em duas turmas”, afirma Minéa Fratelli, secretária adjunta da Educação de SP.
Segundo a secretária, de cada 10 alunos, 4 não estão frequentando as aulas por decisão dos pais, que preferem que os filhos retornem somente após estarem vacinados.
O retorno presencial dos estudantes é facultativo no momento. Na rede estadual de ensino, 60% dos alunos estão frequentando as aulas.
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