Outros casos também foram denunciados no Distrito Federal, Rio de Janeiro e Recife. Um cidadão negro foi morto e espancado em uma unidade do Carrefour de Porto Alegre, nesta quinta-feira. A morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, nesta quinta-feira (19), repercutiu nacionalmente. O cidadão negro foi espancado e morto por dois seguranças brancos de uma unidade do supermercado Carrefour de Porto Alegre. A região metropolitana de São Paulo já registrou, pelo menos, cinco casos de agressões e constrangimentos contra pessoas negras em super mercados.
O G1 lista a seguir casos de repercussão.
Relembre casos
Agosto de 2009
Em 2009, seguranças de uma unidade de Osasco, na Grande São Paulo, agrediram um homem negro, que foi acusado de roubar o próprio carro. Em 2010, Januário Alves de Santana foi indenizado pelo supermercado, que, na época, disse que repudiava qualquer forma de agressão ou desrespeito. A rede substituiu a empresa que fornecia os seguranças e afastou o gerente do supermercado.
Março de 2018
Homem que aparece em vídeo apanhando em supermercado fala pela 1ª vez sobre tortura
Em 2018, um homem suspeito de furtar carnes foi filmado amarrado, amordaçado e com as calças arriadas, levando choques e vassouradas em uma unidade do supermercado Extra, na Zona Sul de São Paulo. Em nota, o mercado disse que não compactua com qualquer ato degradante ou desumano.
Outubro de 2018
Seguranças agridem cliente na saída de hipermercado em São Bernardo do Campo
Em 2018, um homem foi agredido por funcionários do Carrefour, no ABC paulista, depois de abrir uma lata de cerveja dentro do supermercado. O Carrefour disse que a empresa sente profundamente pela situação e que os colaboradores envolvidos foram desligados.
Outubro de 2019
Polícia vai investigar tortura em caso de jovem que furtou mercado em São Paulo
Em 2019, um adolescente negro foi filmado nu, com as mãos amarradas e a boca amordaçada, sendo chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na Zona Sul de São Paulo. O supermercado disse que repugna a atitude dos seguranças e tomou conhecimento dos fatos por intermédio da reportagem. O gerente disse que os seguranças foram afastados.
Outubro de 2020
Entenda o caso: supermercado obriga casal negro a esvaziar bolsa
Neste ano, um casal negro foi obrigado a esvaziar a bolsa para ser revistado em uma unidade do Extra, na Zona Sul de São Paulo. A revista aconteceu em frente a policia e foi filmada pelo casal. Dentro da bolsa tinha uma carteira, bolsa de remédios e uma bíblia. Extra disse que condena condutas discriminatórias.
Mais agressões pelo país
Maio de 2015
Pé do bebê e carrinho com marcas das queimaduras causada por ponta de cigarro em Brasília em 2015
ndrea Moscardini/Arquivo Pessoal
Em 2015, um funcionário foi visto atirando uma “bituca” de cigarro em um bebê no Distrito Federal. O Carrefour foi condenado a pagar R$ 10 mil à mãe do bebê, na época com sete meses. Ele ficou com o pé direito queimado.
Fevereiro de 2019
No Rio, homem morre após ser imobilizado por segurança de supermercado
Em 2019, no Rio de Janeiro, um jovem morreu depois de um “mata-leão” dado por um segurança em uma unidade do hipermercado Extra, na Barra da Tijuca. Em nota, o mercado disse que seguranças envolvidos no caso foram imediatamente afastados e que repudia veemente qualquer ato de violência em suas lojas.
Agosto de 2020
Copro de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava em supermercado no Recife foi coberto com guarda-sóis e isolado por caixas e tapumes improvisados
Renato Barbosa/WhatsApp
Em agosto deste ano, um funcionário morreu depois de um mal súbito dentro de uma unidade do Carrefour no Recife. O corpo permaneceu por quatro horas, coberto por guarda-sóis e cercado por caixas de papelão, engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas. Em nota, o Carrefour pediu desculpas pela “forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento”.
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