Anvisa anunciou, na tarde de sábado (4), que mais de 12 milhões de doses da vacina passaram por processos de produção em uma fábrica na China que não foi inspecionada pela agência e, por isso, terão o uso suspenso no Brasil. Vacina CoronaVac: lotes suspensos pela Anvisa em Sorocaba e Jundiaí
William Silva/ TV TEM
As prefeituras de Sorocaba e de Jundiaí (SP) informaram que foram aplicadas mais de 90 mil doses da vacina CoronaVac que pertencem aos lotes que tiveram a distribuição e a aplicação suspensas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no sábado (4).
Jundiaí recebeu, no dia 15 de julho, 24.180 doses de vacinas do lote J202106033 e, no dia 2 de agosto, 11.550 doses do lote J202106039.
Do total, 30.582 doses foram aplicadas na cidade, restando 5.148 em estoque, que serão armazenadas. O poder público informou que aguarda novas orientações dos órgãos responsáveis. Também disse que a suspensão não afetará a campanha de vacinação na cidade.
Ainda de acordo com a prefeitura, todas as aplicações feitas no município são monitoradas e registradas em sistema. Até o momento, não há registro de ocorrência adversa em pessoas que tenham recebido as doses dos lotes suspensos.
Já o município de Sorocaba recebeu 64.610 doses dos lotes 202106031 e H202106043. Deste total, restaram aproximadamente 400 doses, informou a prefeitura.
As doses foram separadas e a cidade aguarda uma orientação do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) a respeito da aplicação e dos moradores que receberam os lotes do imunizante.
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Uso suspenso
A Anvisa anunciou, na tarde de sábado, que mais de 12 milhões de doses da vacina passaram por processos de produção em uma fábrica na China que não foi inspecionada pela agência e, por isso, terão o uso suspenso no Brasil. Outras nove milhões de doses desses lotes estão em tramitação de envio e podem chegar ao país em breve.
De acordo com o diretor da Anvisa, Antônio Barra Torres, a partir de agora, os estados e municípios não devem usar as vacinas desses lotes. Além disso, quem recebeu doses que foram alvo da suspensão deverá ser acompanhado pelas autoridades de saúde.
Neste período, a agência vai avaliar o trabalho da fábrica para entender se a qualidade, a segurança e a eficácia das vacinas enviadas podem estar comprometidas.
Em nota, o Instituto Butantan destacou que “a medida da Anvisa não deve causar alarmismo”, que foi o próprio instituto que fez o alerta por “extrema precaução”, que inclusive já havia feito o pedido há 15 dias para que a agência certificasse a fábrica em questão, e que “convida a cúpula da Anvisa para voltar a conhecer as instalações das fábricas da Sinovac” na China.
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