Órgão de fiscalização deu um prazo de 5 dias para Secretaria Municipal de Turismo e SPTuris darem explicações. A sede do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM), na Vila Clementino, Zona Sul da capital.
Rodrigo Rodrigues/G1
O Tribunal de Contas do Município (TCM) questiona a Prefeitura de São Paulo sobre gastos com o Carnaval 2021 durante a pandemia de coronavírus e deu um prazo de 5 dias para receber os esclarecimentos.
O órgão de fiscalização aponta que entre os dias 11 e 14 de novembro, a Secretaria Municipal de Turismo e a São Paulo Turismo (SPTuris) assinaram contratos para a realização da festa de grande porte sendo que o evento corre o risco de ser cancelado ou adiado devido ao cenário atual de permanência da propagação do vírus da Covid-19.
O presidente do TCM, o conselheiro Edson Simões, pediu explicações sobre a rapidez dessas contratações ao secretário de Turismo, Miguel Calderaro Giacomini, e ao diretor-presidente da SPTuris, Rodrigo Kluska Rosa.
O G1 questionou a Prefeitura de São Paulo e aguarda um posicionamento.
Gastos
A Secretaria Municipal de Turismo contratou os serviços da SPTuris para os serviços de apoio para a realização do Carnaval 2021 e emitiu uma nota no valor de R$ 12,8 milhões para a empresa de capital misto para pagar despesas relativas ao ano de 2020.
Também foi feito um novo contrato no valor de R$ 33,3 milhões destinado às apresentações de espetáculos artísticos e culturais por agremiações, escolas, blocos e cordões carnavalescos.
Além disso, foi assinado um despacho que autoriza a SPTuris a contratar a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo para a realização dos desfiles oficiais do Carnaval 2021 no valor de R$ 27,6 milhões no sambódromo do Anhembi. A Liga das Escolas de Samba representa as agremiações do Grupo Especial, Grupos de Acesso 1 e 2 e Afoxé.
O conselheiro do TCM disse que há a possibilidade de endurecimento das regras municipais e estaduais de coibir aglomerações “como medidas de prevenção e controle da Covid-19 e para evitar a saturação do Serviço Público de Saúde e consequente aumento de gastos de recursos públicos e demais riscos e prejuízos para a toda a coletividade.”
Mancha Verde durante desfile no Anhembi no carnaval de 2020
Ardilhes Moreira/G1
Aumento de casos
Um dia após a realização do 1º turnos das eleições municipais, o governo de São Paulo admitiu pela 1º vez que ocorre um aumento nas internações por Covid-19 no estado. Na última semana epidemiológica, que vai do dia 8 ao dia 14 de novembro, as internações de casos suspeitos e confirmados da doença cresceram 18% em relação à semana anterior: a média diária das novas internações subiu de 859 para 1.009.
Na semana passada, médicos de 14 hospitais já haviam alertado para o aumento de internações por Covid-19 na rede privada da cidade de São Paulo. No entanto, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, negou na quinta-feira (12) que os números estivessem subindo.
Governo de SP admite aumento de internações por Covid-19
“Todas as internações que acontecem no estado de São Paulo, seja no ambiente público, seja no ambiente privado, são notificadas para os nossos órgãos reguladores dentro da secretaria de estado da Saúde. Então nós trabalhamos com números oficiais. Estes números oficiais não revelam o que foi exposto pela mídia”, disse na ocasião.
Nesta segunda-feira (16), o estado registrou 40.576 mortes por coronavírus no total e 1.169.377 casos confirmados da doença desde o início da pandemia. O total de casos novos por semana, que estava em queda, ficou estável no estado de SP em relação à semana anterior.
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