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Inovação ambiental permite às indústrias reduzirem impacto

O engenheiro Felipe Schroeder dos Anjos costuma observar que reduzir impacto ambiental na indústria não significa necessariamente parar ou desacelerar a produção, já que boa parte das inovações disponíveis hoje foca em ganhos de eficiência dentro do próprio processo produtivo existente, sem exigir paralisações longas ou perda de competitividade no mercado nacional e internacional em que a empresa atua, disputando espaço com concorrentes de diferentes portes e origens geográficas variadas, cada vez mais atentos a critérios ambientais na hora de fechar negócios.

Reuso de água na indústria já é viável em larga escala

Sistemas de tratamento interno permitem que fábricas reaproveitem água de processos menos exigentes em etapas que dispensam qualidade potável, reduzindo significativamente o volume captado de mananciais e a pressão sobre recursos hídricos da região onde a planta industrial está instalada e opera diariamente há vários anos, mesmo em períodos de forte demanda produtiva e escassez regional de água, comuns em determinadas épocas do ano, informa Felipe Schroeder dos Anjos.

O retorno financeiro desses sistemas costuma compensar o investimento inicial em poucos anos, especialmente em regiões onde a tarifa de água industrial é mais alta ou sujeita a racionamento sazonal em períodos de estiagem prolongada e crise hídrica declarada pelas autoridades competentes de cada estado e município da região, fenômeno cada vez mais recorrente no país.

Como o controle de emissões evoluiu na indústria pesada?

Filtros mais eficientes, sensores contínuos de qualidade do ar e sistemas automatizados de ajuste de combustão têm permitido que indústrias reduzam emissões de poluentes sem comprometer o volume de produção nem a competitividade da empresa no mercado nacional e internacional em que atua diariamente há muitos anos de operação contínua e crescimento sustentado.

A partir do que evidencia Felipe Schroeder dos Anjos, a diferença em relação a décadas passadas está na possibilidade de monitorar emissões em tempo real, permitindo correções imediatas antes que pequenos desvios se tornem violações de limites regulatórios estabelecidos pelos órgãos ambientais competentes de cada estado e município da federação brasileira, evitando multas e embargos futuros.

Eficiência energética na indústria reduz custo operacional

Trocar motores antigos por modelos de maior eficiência, revisar isolamento térmico de fornos e caldeiras, e otimizar horários de operação conforme a tarifa de energia são medidas que reduzem consumo sem exigir grandes reformas estruturais na planta industrial existente e já em funcionamento há décadas de produção contínua e ininterrupta.

Felipe Schroeder dos Anjos
Felipe Schroeder dos Anjos

Mudanças como essas, assim como pondera Felipe Schroeder dos Anjos, embora pareçam pequenas isoladamente, somam economia relevante ao longo do ano, o que explica por que cada vez mais empresas contratam auditorias energéticas especializadas nesse tipo de diagnóstico técnico detalhado e aprofundado sobre o consumo real da planta industrial em operação constante durante todo o período produtivo.

Certificações ambientais mudam a forma como empresas operam

Processos de certificação, como normas internacionais de gestão ambiental, exigem que empresas documentem e monitorem indicadores de consumo de água, energia e geração de resíduos, criando cultura interna de melhoria contínua nesses aspectos operacionais da fábrica e de toda a cadeia produtiva envolvida no processo de fabricação e distribuição dos produtos finais.

Empresas certificadas tendem a identificar oportunidades de economia que passariam despercebidas sem esse processo estruturado de acompanhamento e revisão periódica de metas ambientais internas definidas pela própria direção da empresa em conjunto com a equipe técnica responsável pela operação diária e pelo cumprimento das normas vigentes, observa Felipe Schroeder dos Anjos.

Pequenas indústrias ainda enfrentam dificuldade para acompanhar essas inovações

Grande parte das tecnologias de reuso de água e eficiência energética exige investimento inicial que nem sempre cabe no orçamento de empresas de menor porte, criando uma diferença de ritmo entre grandes indústrias e pequenos negócios do setor produtivo nacional e regional, ampliando a desigualdade competitiva entre elas ao longo do tempo e dificultando o acesso a mercados mais exigentes.

Linhas de crédito específicas para eficiência ambiental, oferecidas por bancos públicos e privados, começam a reduzir essa distância, permitindo que empresas menores também acessem tecnologias antes restritas a companhias de maior capacidade financeira e porte industrial consolidado no mercado nacional e internacional em constante transformação e crescimento acelerado.

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